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5. “E [Jesus] subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis, e vieram a ele”; “e [chamou] a Tiago, filho de Zebedeu, e João seu irmão” (Marcos 3:13 e 17)

Tendo já dois extremistas dentre os seguidores de Jesus, e dois pelo menos simpatizantes devotados a Pedro, vamos aos irmãos Tiago e João, conhecidos como Boanerges (Marcos 3:13), com significado por filhos do fogo ou do trovão, como ensejam certos tradutores das Escrituras, de qualquer maneira um apelativo referente a fogosos, dado quanto ao caráter e ação política terrorista daqueles dois irmãos, observadas em Lucas 9:54: – “Senhor, queres que mandemos que ateiem fogo e os destrua?”

O versículo não deixa dúvidas tratar-se de ação humana, mesmo que algumas traduções queiram substituir ‘atear fogo [incendiar]’ por ‘descer’. A versão Almeida acrescenta ao verso referido: “[assim] como Elias também fez”, para justificar pretensões daqueles violentos companheiros de Jesus. Tiago quanto João sabiam, não eram ignorantes para tanto, que jamais fariam simplesmente descer fogo dos céus, como algo miraculoso.

Tiago, conforme Atos 12:2, viria ser o primeiro mártir dentre os seguidores diretos de Jesus, sem esclarecimentos maiores do porque sua morte e não também a de Pedro, permanecendo este encarcerado (Atos 12:3), enquanto alguns dos demais companheiros colocavam-se a salvo nalgum esconderijo, nos arredores da cidade (Atos 12:12-17).

Confrontando textos bíblicos isolados, compreende-se que por volta do ano 43-44, conforme nos é dado entender, os judeus ortodoxos de Jerusalém irritaram-se com certas concessões dadas a Paulo [o apóstolo tardio], pelos judeus messianistas, o que desencadeou-lhes perseguições, exigidas pelos ortodoxos junto aos maiorais judeus e representantes do governo de Roma. Naquela época ainda não se aplicava o designativo cristão para os seguidores de Jesus.

Não é improvável que alem de Pedro e Tiago tenham sido capturados juntos, ao lado de outros fiéis menos famosos, porém apenas Pedro mantinha certos acessos junto a políticos situacionistas, senão conhecedor de policiais [soldados e carcereiros] subornáveis, daí a narrativa de sua libertação estonteante, da qual somente não se pode atribuir ato de milagre porque, uma vez liberto, Pedro fez apenas rápido contato com os companheiros [escondidos], antes de pôr-se em fuga para nunca mais voltar a Jerusalém – Atos 12:1-17.

Tiago, a quem Herodes matou à espada, não teve a mesma sorte de auxílio angelical acontecida a Pedro.

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