Entre os apóstolos existia um outro Simão, identificado em Lucas 6:15 e Atos 1:13, como Zelota, ou seja, membro do partido político de libertação conhecido como Zelote.
Certos estudiosos consideram o designativo zelote, oriundo do aramaico qua-naan, para concluir que Simão era cananeu e não membro integrante do zelotismo; todavia nos textos mais antigos, “a letra inicial é diferente da do topônimo qan’ana e da do etnônimo can’ana” (3); can’ana é traduzido por cananeu e qan’ana significa zelote [zeloso].
Também os zelotas, a título de esclarecimentos, são notoriamente conhecidos, na história de Israel, como membros atuantes de um partido político de profunda inspiração religiosa. Conforme Danillo Nunes (4) “foi o que levou Morrison [W.D.] a afirmar que a ‘grande fé dos zelotas’ de que os judeus seriam resgatados dos romanos, derivava da convicção que tinham de ser ‘a raça escolhida por Deus’; de que ‘o fim estava próximo’; o ‘invasor seria esmagado’ e o ‘Reino de Deus, com sede em Jerusalem, em breve aconteceria sobre o mundo”. A história registra os zelotas liderando levantes contra dominadores de Israel, em diversas ocasiões, bem lembradas a revolução de 66 aC, a guerra de 70 onde morreram em torno de um milhão e trezentos mil judeus, e a ultima das grandes guerras antes da Diáspora, a revolta rabínica nacionalista de 132, lidera por bar-Kochba [filho da estrela], o único Messias reconhecido por verdadeiro pelos judeus da antiguidade.
Notas
(3) - Bíblia Sagrada – PIBR – Nota Explicativa página 1224
(4) - Danillo Nunes, obra referida, página 225