Novamente, no dia seguinte, João [Batista] estava com dois de seus discípulos”; “e um deles era André, irmão de Simão Pedro” (Evangelho segundo João, 1:35 e 40). O outro chamava João, filho de Zebedeu, cujo nome lhe foi omitido, pela modéstia daqueles que o homenageariam um dia, com o evangelho que leva seu nome; de João Zabedeu, nos ocuparemos mais adiante.
André parece-nos menos militante político que seu irmão Pedro, pois nenhuma vez é mencionado ‘barjona’, seja por filiação paterna ou política, no entanto visto, naquilo tão pouco que a Bíblia lhe diz respeito, como um dos primeiros dentre os apóstolos a aproximar-se de Jesus, conhece-lo na intimidade e impressionar-se, todavia sem tomar posição de segui-lo ou a ele dedicar-se integralmente, o que somente viria fazer após decisão de Pedro (João 1:35-42).
Esta atitude de André coloca-o assim submisso a Pedro, liderado e a ele solidário, posto senão militante ou ativista político de primeira ordem, ao menos simpatizante dos barjonins, não lhe sendo impróprio afirmar que jamais seguiria Jesus, sem a presença forte de Pedro.
André no entanto, tinha seu alto valor naquela comunidade, como homem da mais absoluta confiança do apóstolo Pedro, em especial ao fazer-se presença do irmão quando este ausentava-se do grupo, juntamente com Tiago e João, às vezes por longos dias, em companhia do sempre imprevisível Jesus.