Simão que se tornou Simão Pedro a partir do versículo acima, é o primeiro citado dentre os apóstolos, talvez o maior deles em importância ao lado do ‘tardio’ Paulo, sem dúvidas também o primeiro a se decidir pelo Mestre, embora não necessariamente o primeiro a conhecer Jesus, segundo as Escrituras neotestamentárias.
Quem era tal homem que, uma vez diante de Jesus este não hesitou chama-lo ‘barjona’?
A Bíblia nos diz Pedro filho de um certo João (evangelho de João 1:42), todavia alguns copistas e tradutores bíblicos apontam-no, para acerto de situações e não constranger os primeiros cristãos, como filho de Jonas – ‘bar-Yonhah’ – pouco importando textos mais antigos que ditam ‘bar-Yohanan’, isto é, ‘filho de João’.
O que isto importa-nos? Que diferença nos faz se era Pedro filho de João ou de Jonas?
Acontece que Barjona, conforme grafia aramaica utilizada nos livros sagrados, como identificação complementar a Simão Pedro, significa “o fora da lei’ ou, mais propriamente para a época, militante do partido político nacionalista, proscrito, chamado Barjonin. Há séculos a língua hebraica deixara de ser falada pelos judeus, nos tempos de Cristo ninguém valia desse idioma, portanto “portanto barjona [no aramaico] deve ser entendido como alguém militante político e não filho de.
Há tendência geral, para as próximas edições [ou versão] bíblicas, que a citação filho de Jonas venha prevalecer sobre o correto, contudo é impossível não reconhecer em Pedro certas características impulsivas, cujos atos são próprios dum extremista político bastante acostumado a liderar, exigir e fazer-se respeitar dentro duma oligarquia informal que ele próprio criara.
Mas porque Jesus escolheu e manteve ao seu lado um líder revolucionário, e ainda o destacara dentre os demais companheiros?
Porque a mensagem de Jesus era política, tanto de libertação quanto de governo para Israel, tão bem identificada por Simão Pedro cujos interesses estavam para o materialismo formal.