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10.“E [Jesus] nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse pregar” e “[dos chamados], Tiago filho de Alfeu” (Marcos 3:14 e 18)

Tiago, filho de Alfeu (Mateus 10:3 e referências), não teve a fama e prestígio de seu homônimo, filho de Zebedeu, e sua participação junto ao grupo de Jesus, talvez nunca tenha passado como mera citação numérica.

Talvez a única razão para sua contagem como um dos doze apóstolos, se deva unicamente a seu irmão Mateus, considerando o evangelho segundo Marcos 2:14, que cita um certo Alfeu como pai de Mateus, com certeza tratando-se desse Alfeu a mesma pessoa vista em Mateus 10:3. Mateus, pelos que escreveram o evangelho que leva seu nome, parece-nos um tanto reservado em relação aos seus, pois não se refere uma única vez, diretamente, ao pai, irmão ou qualquer outro membro de sua família.

Ainda assim entendemos que Tiago tenha exercido, dentro do grupo de Jesus, o mesmo papel que André irmão de Pedro, ou seja, da absoluta confiança do irmão famoso, informante preciso e representante leal dentro das discussões e decisões menores do grupo.

Acreditamos que Mateus, pela sua cultura, conhecimento social e influência nos meios judeu e estrangeiro, era dado a muitas e prolongadas ausências do grupo, numa espécie de embaixador daquela comunidade junto às autoridades estabelecidas, que tão bem as conhecia, além do relevante papel de negociar financiamentos ou recursos para a campanha do Rabino, junto aos ricos e influentes; daí a grande importância de seu irmão que certamente fazia-se senão representante ao menos informante ao irmão famoso.

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