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PODERES DA MENTE, MITO OU REALIDADE? COMO DESENVOLVE-LOS?
ATENÇÃO: Caso pretenda abordagem profunda sobre a matéria, clique aqui, Enfoques Científicos dos Atributos da Mente.


Quando ouvimos falar em poderes da mente, assunto em evidência desde que o homem descobriu-se capaz de pensar, duas situações distintas nos vem rápidas à memória:

  • Fenômeno Paranormal, e com este todo imenso universo fantástico a extravasar limites do comensurável, das leis físicas que regem o Cosmos e o próprio homem, o mundo da tridimensionalidade, aos exemplos das capacidades de telepatia, cognições (pré, simultâneas e pós), premonições, psico e tele cinesias, poltergeist, telestesias, etc;
  • Poder do Pensamento Positivo, voltado para o indivíduo em si e das suas potencialidades para valorizar e transformar-se diante daquilo que a vida lhe oferece, através das superações do medo, bem como fazer-se forte diante das adversidades, em suas múltiplas formas, de se dar bem nos negócios propostos, do encontro da felicidade e paz de espírito, do alívio das aflições e males psicossomáticos, de como enfrentar doença incurável e ganhar sobrevida, da satisfação pessoal do poder e status, enfim, de como fazer com que o universo conspire a seu favor, para tudo aquilo a que se proponha fazer, com uma realização plena e de triunfos nesta existência.

Aliam-se a estas duas situações, dentro do realismo fantástico, a Hipnose, Ciências Ocultas (ocultismo e seus mistérios), a Projeciologia (viagens astrais, projeções do duplo etéreo, etc), os fenômenos espíritas, a precocidade surpreendente dos grandes gênios mirins para especialidades (matemática, música, etc), entre outras citações, sem nos esquecermos dos idiots savant – os julgados deficientes mentais (mongolóides) – com seus rasgos de genialidade estonteante para certas aptidões (cálculos, idiomas, arte, etc).

Interessa-nos no presente capítulo tão somente os poderes da mente, Poder do Pensamento Positivo, como real sentido de vida, o que são eles e como desenvolve-los em toda sua plenitude, sem nos importarmos tanto com certos aprofundamentos científicos ou rol de termos e nomes bastante complicados, que tão somente aos especialistas interessam.

Os poderes da mente acompanham o homem desde os tempos primórdios da história, ou quando o homem fez-se homem, pois que sempre alguém escravizou mentes, manipulou massas, conseguiu intentos, e isto apenas uma minoria – às vezes um só indivíduo – a fazer dobrar diante de si multidões dispostas a tudo renunciar, inclusive a própria vontade, e apenas obedecer ordens, mesmo absurdas, como a prática de suicídios coletivos.

Apesar da antiguidade desses valores, tão bem e desde sempre explorados por líderes religiosos, políticos, místicos carismáticos, chefes, os grandes amantes sedutores ou as mulheres fatais, somente a partir do século passado o assunto tem recebido as devidas atenções dos especialistas, ao lado de estudos mais sérios quanto aos poderes da mente e seu uso possível pelo homem, mesmo o comum, isto é, aquele que não se julga dotado de capacidades paranormais.

O tema ganhou notoriedade através do Movimento da Ciência Cristã, a partir de 1876, com grandes feitos pela fé em Deus e si próprio, e assim o público recebeu efusivamente o livro O PODER DO PENSAMENTO POSITIVO, de Norman Vincent Peale, depois as obras de Prentice Mulford, Dale Carnegie e, hoje, centenas de outros autores.

No mundo científico atual, há unanimidade quanto aos poderes da mente – o poder do pensamento positivo – e suas influências no homem, todavia abundam teorias, muitas delas controversas, algumas revestidas de seriedade maior, outras nem tanto, e hoje a mais comumente aceita pelos experimentadores: "cada estado mental corresponde a um padrão particular de atividade física" (Para Além da Realidade, Mistérios do Desconhecido, Abril Livros, página 17, edição 1993 – Teoria da Identidade), e com isto, as realizações.

Evidente que surgem certos questionamentos e a teoria não é absolutamente completa, pois que no homem existe a Vontade e, com esta, o Livre Arbítrio, onde parece residir alguma razão contrária às pretensões científicas dos "efeitos do cérebro sobre a mente" (mesma fonte citada), pois que tanto a vontade quanto o livre arbítrio, em si demonstram muito mais seus "impactos sobre o cérebro" (ibidem) para ações e reações, que o contrário, isto sem nos referirmos às estranhas percepções extrasensoriais, que mostram-se independentes de atuações cerebrais, da própria vontade e do livre arbítrio, pois que não há escolha para isso, todavia suas origens ainda são de fontes desconhecidas.

Muitas correntes científicas, alinham-se ao lado daqueles que atestam como reais os poderes e atributos da mente, independente das atividades cerebrais, onde o cérebro apenas facultaria, pelas suas funções, a decodificação racional, quando o caso, das ocorrências mentais, isto é, o cérebro parece aceitar ordens dadas pelo indivíduo, como também receber impactos emanados de outras fontes, ao traduzir em realidades certas sensações desconhecidas, não desejadas e muitas vezes nem pensadas.

Todo ser humano portanto tem capacidades mentais inatas, que podem ser ou não desenvolvidas, mas que todo homem, pelo menos uma vez na vida, já experimentou algumas de suas ocorrências; algumas permanecem latentes enquanto outras afloram circunstancialmente ou de modo efetivo. Outras potencialidades podem ser adquiridas e, uma vez nestas condições, igualmente às inatas, podem e até devem ser desenvolvidas.

Como desenvolver poderes, adquiri-los ou mesmo saber quais os inatos?

Primeiro, para identificarmos os tais inatos ou pertinentes à natureza do indivíduo, basta-nos tão somente observações no dia a dia, de certas ocorrências particulares que transcendem a normalidade, valoriza-las e aplica-las no cotidiano, com estudos e atenções devidas quanto aos propósitos disto. Já para adquirirmos poderes mentais, é preciso compreensão e estudos sobre eles, certos graus de afinidades, objetivos e tremenda força de vontade, além de estabelecer regras – que muitas vezes variam de pessoa para pessoa; parece-nos mais importante, para aquisições pretendidas, a identificação consciente além da afinidade individual com determinados poderes, saber deles e neles acreditar.

Inúmeros livros, alguns mais ou menos sérios, ensinam mil e uma técnicas para o desenvolvimento dos poderes mentais, bem como utiliza-los em benefícios próprio ou de outrem, partindo desde simples concentração ou relaxamento, até aquelas que ensinam como fazer o universo conspirar a favor dos que pensam e desejam positividades. Todos pregam otimismo, nas bases do você pode, você consegue, você merece, você faz. A Bíblia, assim como outros livros sagrados e apócrifos, nas apologias à fé nada mais faz que conclamar o homem para a crença em si mesmo, nas suas potencialidades, para plenas realizações de intentos.

Não se questionam validades quanto aos métodos empregados ou ensinados, como fórmulas mágicas de sucessos, até porque estas não existem, a não ser, claro, para os mestres que as editam e vendem. Também não se contradita aqui as regras de fé, por ser situações de foro íntimo, lamentando-se e isto sim, o oportunismo de certos pregadores exploradores da boa fé.

Contudo não se negam para o homem, as disponibilidades da força e da vontade como realidades impulsionadoras de desejos e para as realizações; porém, há que se objetivar nisto efetivo estabelecimento de prioridades, sem as quais tudo se perde, levando o indivíduo a uma situação ainda pior àquela quando iniciou jornada. Também, existindo uma acomodação e aceitação de situações não se chegará, jamais, a ponto algum, por mais que nisto se pense positivo; havendo todavia a determinação de desejo devidamente planificado, progressivo e lógico, além de mentalmente aceito como ideal, tais realizações certamente ocorrerão, e isto independentemente das tão miraculosas fórmulas coletivas.

De certa forma, é muito bom ler e ouvir exemplos dos bem sucedidos; livros sobre o assunto acham-se recheados de páginas e páginas de vencedores, e os programas de televisão ou rádio (em especial alguns religiosos) não deixam por menos, com apresentações de testemunhos daqueles que se fizeram na vida. São estes, elementos interessantes e que até animam-nos, mas que por outro lado traz certas amargas decepções a quem àquilo se propõe e não se realiza; os belos testemunhos nem sempre expressam realidades e sim desejos, como também não são aplicáveis a todos.

A pessoa imbuída de propósitos firmes do desenvolvimento mental, tem na maioria das vezes e até mesmo por acessos mais disponíveis, muitos mestres que ensinam os melhores caminhos e os mais fáceis métodos para uma rápida auto realização, a exemplo das fórmulas mágicas:

  1. De como desenvolver os poderes mentais – e inúmeros títulos correlatos – geralmente iniciados com o velho refrão de que o homem utiliza, de sua capacidade cerebral, apenas de l a l0% e o resto fica ali, ocioso, à espera para ser ativado. Como fazer isto ou qual a regra? E tome uma série de exercícios de relaxamento, técnicas de respirações, profundas concentrações, métodos de repetições positivas, e tantas variantes infundadas ao lado de tantos exemplos dos bem sucedidos, que até hoje não se compreende porque aqueles mestres não ultrapassaram, ainda, a média humana quanto ao uso do cérebro em porcentagem maior.

    Justificam-se informando que tais métodos são processos lentos e gradativos; porém, a pessoa que enseja ultrapassar aqueles limites, seguindo as regras dos mestres, nada conseguirão pessoalmente senão alguma possível transferência genética daquelas possibilidades aos seus descendentes, embora jamais alguém ouviu falar de tais ocorrências, e até hoje não se tem notícias de que algum gênio de capacidade de utilização cerebral – seguindo métodos ensinados – tenha número percentual superior aos considerados, em média, normais.
  2. Terapias de Vidas Passadas, da descoberta de quem e o que foi uma pessoa em encarnações anteriores, para desbloqueios mentais e liberações de energias objetivando sucessos e novos rumos; um método que, saindo das páginas dos livros, ganhou consultórios especializados, causando grande furor. Em síntese, é o indivíduo descobrir quem ele foi no passado, vida anterior, para entender e descomplicar-se no tempo presente, eliminar seus problemas e bloqueios assoladores, dar-lhes pronta solução, para assim fazer-se vencedor. Admitindo possibilidade de regressão a vidas passadas, às vezes distantes, para tais propósitos, mas sabendo de antemão que pela précognição se pode saber de fatos vindouros, com certeza é possível ao indivíduo também identificar-se neste futuro, não necessariamente noutra vida, então porque não fazer Terapias de Vidas Futuras ou Dias Futuros? Porque não fazer progressão hipnótica em vez da hipnose regressiva? Tal realização promoveria certamente maior otimismo no indivíduo para faze-lo um vencedor, podendo inclusive corrigir antecipadamente certos caminhos.

    Argumentam os defensores das Terapias de Vidas Passadas, que elas são apenas métodos auxiliares, somente válidos se conduzidos por especialistas, o que se pode traduzir seguramente como ausência de responsabilidades para o profissional, afinal, quem pode comprovar absolutamente um real passado pessoal?
  3. Auto-Hipnose – que consiste o indivíduo programar-se para ser um vencedor, com uma série de exercícios para aprimoramento dos órgãos do sentido, desbloqueios mentais, eliminações de problemas de todas as ordens, pensar sempre e mais positivamente, defender-se das adversidades, inclusive mentais negativas projetadas por terceiros, e dar ordens ao cérebro. Sem dúvidas, trata-se de método científico com aplicabilidades comprovadas, não fosse, contudo de difícil possibilidade prática de realização, por exigir pelo menos um estado mental de transe médio, onde apenas 25% das pessoas conseguem atingir e, ainda assim com auxílio de hipnotizador pelo menos nas primeiras tentativas – sessões.

Existem muitas outras técnicas, algumas esotéricas, outras místicas, até as exóticas ou aquelas movidas a drogas alucinógenas. Todas elas parecem, mais ou menos fundamentadas na auto-hipnose, ou no fator crença; salvo exceções para alguns, quase todas as técnicas ensinadas são impraticáveis no dia a dia, ora por mascarar a verdade individual, ora por trazer ao indivíduo um certo isolamento de seu meio, ou, ainda, pelas próprias condições adversas em que se vive.

Dizem os defensores do desenvolvimento mental para a prosperidade e bem estar do indivíduo, que as técnicas ensinadas sejam elas quais forem, estão exatamente para superações daqueles obstáculos, esquecendo-se porém que o indivíduo não é ou está sempre sozinho, que vive cercado e cerceado de múltiplos fatores, desfavoráveis ou não, ao seu bem estar psíquico e de vida em geral.

Com referência à entrega espiritual, algumas mesmo de forma incondicional, tem por fundamento ou princípios, a fé e a determinação do indivíduo em confiar que os céu lhe proverá em todas necessidades, o que traz em si certo conformismo e adaptação. Correntes progressistas, os mercadores da fé, já apostam que o homem deve e merece progredir no mundo material, somente não fazendo se não o desejar ou não tiver fé condizente, isto é, entrega total; tanto um como outro ponto de vista, na verdade promove apenas a anulação do indivíduo, por mais que o próprio e líderes insistam negar.

O que se tem visto no decorrer dos séculos, feitos como homens vencedores, apenas aqueles que usurpam direitos, espoliam o próximo, praticam crimes de colarinho branco, são apaniguados do poder, vivem sovinices, triunfam por uma série de contenções, possuem tino comercial, fator sorte em negócios, bom empreendimento ou ganhos em loterias; triunfam alguns poucos, quase que raros, pelo próprio suor e trabalho. Ainda mais raríssimo os que vencem acreditando e desenvolvendo o poder da mente, ou aqueles que descobrem seus porquês e transformam situações pelo ato de fé, constituindo-se casos isolados, pois que o grosso da humanidade não atinge, como nunca atingiu, os píncaros das realizações pessoais e do poder.

Não se é rico apenas porque se tem dinheiro – consolo de pobre – e muito menos se é poderoso pelo simples exercício transitório de um mando qualquer; nas sepulturas, igualam-se os grandes do poder, os detentores das maiores fortunas, os maiores sábios e aqueles que nunca foram nada disto. Tudo são ilusões e não traz nenhuma paz de espírito, assim como ser pobre também não; porém aqueles que se envolvem em tresloucadas buscas de realizações, ou de bons posicionamentos sociais, quase sempre hão de querer mais e, para isto também quase sempre, defrontam-se com percalços que, para supera-los, ferem a própria consciência.

É fato que as desconfianças, os medos, o acreditar impossível ou ter dúvidas quanto às possibilidades de êxitos, são ou transformam-se em fortes motivações de fracassos; portanto há que se ter determinados conhecimentos e consciência plena daquilo que se deseja, por-se em condições para recebe-lo em suas plenitudes, gradativamente e de conformidade com prioridades pré-estabelecidas.

O homem necessita, portanto, para que o universo conspire a seu favor, eliminar o conformismo, expulsar de si as dúvidas, adquirir autoconfiança, organizar energias e vencer as preocupações para, aí sim, estabelecer metas com uma lúcida organização, inclusive previsões de obstáculos, danos e perdas, uma a uma delas e, conforme dito, por prioridades.

Se alguém almeja ser médico, sabe de antemão da necessidade de um curso básico, depois o secundário, para então postular sua vaga propriamente dita, mas, muito mais que isso é preciso que a pessoa vá se abastecendo, de conhecimentos e informações, acerca da profissão, mais e mais alimentar-se dos desejos e objetivos, sem os quais nada se faz ou consegue, senão decepções. Nesta profissão não são raras as pessoas que se formam pelo desejo de status, exigência familiar ou conveniências outras, para depois experimentar as mais terríveis frustrações e desgostos, por simplesmente descobrir que não era aquilo o que realmente pretendia.

O importante o indivíduo proposto a uma realização é ter, antes de tudo, pleno conhecimento de si mesmo, para não atirar-se às aventuras e venturas que nem sempre terminam bem.

Conhecimento de si mesmo é antes de tudo, o saber suas aptidões e limitações, quando as houver, assim como o desejo de transpo-las ou não. Quase sempre é mais fácil realizar-se dentro de um quadro que se tem como possível, com parâmetros visualizados, do que iludir-se. Não adianta querer ser grande para um dia descobrir-se pequeno.

Mas, querendo alguém ser alem do ponto em que se encontra, o primeiro passo a ser dado é o encontro da paz; mas o que é paz? Em poucas palavras, é a satisfação consigo próprio, condição básica para se fazer feliz, porque somente se é ou está feliz quem tem paz.

Como ser feliz, estar satisfeito consigo mesmo e ter paz, se ainda desejar alguma coisa além? Aí evoca-se o teólogo Thomaz Moldero em suas sábias palavras: "enquanto desejar o homem alguma coisa, em si próprio possuirá motivos para não ser feliz", voltando novamente à baila, como moto contínuo, e somente será feliz quem tiver paz, e esta é a satisfação consigo próprio.

Coisas para se pensar e promover auto-análise: existe o real desejo de alguma coisa, conscientemente pensada, para auto-realização?

Existindo, então deve a pessoa, movida pela vontade e objetivos, procurar como orientar-se para a busca do interior e ser quem deseja ser, através dos poderes da mente e esforços físicos também, assim a conquistar portanto seu espaço.

Como faze-lo porém?

São muitas as técnicas existentes, conforme esclarecido, para que o indivíduo trabalhe mentalmente para si ou terceiros, conseguindo paz interior e sucesso na vida.

Concentrar-se e obter relaxamento total, sem perturbação para, nestas condições imaginar sempre, inteligentemente, possibilidades de realizações, a adquirir assim uma autoconfiança que surgirá forte, anulando temores do fracasso, eliminando preocupações negativistas, uma vez tudo já previamente determinado, com metas devidamente colocadas, uma a uma por prioridades e vistas todas condições contrárias e a favor, com margem de segurança calculada, assim como as devidas previsões suportáveis de riscos.

Estando mentalmente assim, o indivíduo deve se preparar, também materialmente, por-se em condições para não se fazer incapaz tão logo a oportunidade chegar.

Métodos? Não se deve preocupar com eles pois cada um encontra o seu, aquele a que melhor se adapte, se assim o desejar, ter persistência e acreditar naquilo que quer, despojado dos medos, das fantasias e utopias, preparado assim para a oportunidade quando esta surgir, que o próprio interessado se encarregará de fazer acontecer.

O homem consciente descobre o seu próprio e melhor caminho, não temendo repensa-lo, sempre que e quando necessário.

Outros ensejam o desenvolvimento dos poderes mentais, para desdobramentos ou projeções mentais para fora do corpo físico, onde o indivíduo, através de uma viagem psíquica, transporta-se para qualquer lugar, do passado, presente ou futuro, liberto da tridimensionalidade, ou seja, das leis da física.

Não importam as razões ou justificativas para o que se pretende com a projeciologia, pois que ela não se acha sujeita, também, às regras de moral nem de religiosidades. Para consegui-la, os princípios são os mesmos do desenvolvimento mental para materialidades pessoais, bastando para o indivíduo o querer, vontade, desejo e determinação, com devidos endereçamentos àquilo que se pretende.

Diferentemente dos desejos da materialidade, o desdobramento ou viagem astral não exige cuidados de riscos quanto à sua realização ou não, bastando apenas querer. Temos um estudo - materialidade na crença da imortalidade - de como o pensamento anda e atua sobre a matéria, como se liga ao corpo humano, via cérebro, e como mantém seu individualismo.

É preciso, porém, deixar claro que a mente humana aceita absurdos e extravagâncias, principalmente quando desligada da matéria, fazendo com que toda imagem mental recebida ou pensada, concretize-se como real, ainda que bizarras, e às vezes até a materializar-se; a mente não é sujeita à tridimensionalidade, e seus poderes excedem em muito os do mundo físico. Deve-se considerar, também, que no Cosmos existem todos os ingredientes para se fazer qualquer coisa, que se pense ou deseje; tudo o que aqui se encontra, é fruto do Universo pois que tudo dele foi formado.

Então, é preciso inteligência para aventurar-se pelos fenômenos das viagens astrais, não porque venham oferecer perigos por si mesmas, algum dano físico, a morte, ou que o indivíduo se perca para sempre, isto é, que não consiga retornar à materialidade, e sim porque coisas vistas nem sempre lhe serão agradáveis, especialmente nas primeiras experiências ou se o indivíduo não estiver preparado, emocional e psicologicamente; uma viagem astral mal sucedida ou que venha carregada de fortes impressionismos indesejáveis, certamente servirá de bloqueios para a realização de alguma outra próxima.

Não se trata de prevenção ou negação ao desenvolvimento dos poderes mentais e para as ações projeciológicas, muito menos ainda descrenças na energia psíquica e suas atuações; porém, como advertência, é preciso que o indivíduo tenha sempre prudência quanto àquilo que busca ou se propõe, pois que excluindo desdobramentos materializados, tudo o mais se passa apenas na cabeça do indivíduo, onde somente um clarividente, em situações especiais, será capaz de captar a presença de algum ser vivente desdobrado, portanto algo revestido de subjetividades e certos perigos iminentes por si mesmo gerados.

Sempre houve alertas quanto ao engano possível de si mesmo; é necessário portanto que o empreendedor tenha sempre rigor absoluto, responsabilidades e objetividades reais quanto aos propósitos extra-corpóreos.

Ernesto Bozzano, dos mais destacados nomes sobre Desdobramentos com experimentos científicos a respeito, e outros estudiosos sérios, trazem-nos inúmeros exemplos comprovados do funcionamento da consciência, de maneira independente da atividade cerebral. Fatos comprovados não se discutem, aceitam-se, e a Projeciologia então é real, assim como os poderes mentais - e ela faz parte disto.

Em geral, as experiências mentais extracorpóreas acontecem de maneira inconsciente, algo mais ou menos comum a todos os humanos; são experiências nem sempre desejadas ou programadas, surgidas durante o sono através de alguns tipos de sonhos, em momentos especiais de perigos, proximidades da morte, estados de choques e as provocados, neste caso, geralmente através da hipnose.

Nestas situações todas, que não raras vezes confundem o próprio vivenciador das cenas, há sempre uma transposição para além do mundo físico; praticamente não existem barreiras para o ato extra-físico, e este nem sempre depende de vontade pessoal.

Se conhecidamente o pensamento, por ondas, viaja pelos espaços intereletrônicos ou interestelares, com a atuação à distância sobre um corpo, animado ou inanimado, nada o impede, em absoluto, que tais viagens astrais não sejam personificadas e possíveis de serem captadas e/ou detalhadas por sensitivos. Por outro lado, sendo a mente uma força atuante independente da matéria, com individualidade exclusiva, nada obsta para que ela liberte-se do corpo físico, mesmo que este não esteja danificado ou morto, para assim atingir o mundo da espiritualidade, ou outros mundos, físicos ou não.

Existindo a realidade involuntária ou não programada destas viagens, através dos sonhos ou de alguma outra forma, onde o indivíduo vaga ou vai para algum determinado lugar, é obvio que referidas viagens podem ocorrer também pela vontade consciente, condução adequada ou desejo expresso da pessoa, bastando-lhe apenas o querer e treino para tais realizações.

Neste ponto é preciso um certo entendimento, às vezes não do indivíduo que adquire a capacidade de ação para faze-la (através das famosas concentrações que ele nem sempre sabe como atinge e age, pois que simplesmente para ele acontece), e sim para aqueles que ensejam a experiência de um modo consciente e agradável: é sempre necessário para tal realização, que o cérebro esteja, pelo menos, em nível alfa, isto é, numa atividade de 7 a l4 ciclos por segundo, e que para tanto é preciso relaxamento físico e concentração para projetar-se, mentalmente, fora de si mesmo, e assim conquistar realizações.

A pessoa ao conquistar a Projeciologia torna-se capaz de atingir qualquer ser, animado ou inanimado, e neles exercer influências benéficas ou não, desde que não haja defesa à altura para combate-las, sendo possível inclusive realizações de fenômenos físicos, pois que basta tão somente ao indivíduo ele próprio promover ações mentais, como se estivesse fisicamente a agir. Mais importante que isso todavia, é a possibilidade real de se desejar coisas boas para si ou então reverter situações que lhe são desfavoráveis, e assim fazer dessa ciência um sentido de vida.

Encontre lugar calmo, concentre-se e imagine saída do próprio corpo, sem as limitações impostas pelas leis físicas, indo então à luta, em busca daquilo que efetivamente deseje para seu próprio bem estar.

Uma pergunta às vezes bastante impertinente: – "É possível ganhar na loteria?". Pela Projeciologia, teoricamente sim, embora nem sempre a prática se revista de tamanha facilidade, pois que torna necessário o indivíduo projetar-se para o futuro, anotar resultados e traze-los para a consciência; isto implica conhecer regras, confiar na realização e sobretudo encontrar-se liberto plenamente de negatividades, próprias ou impostas por terceiros. Outra dificuldade não menos importante, é que a pessoa quase sempre avança para o lado dos jogos quando por necessidade aflitiva, e aí não se encontra psicologicamente preparado para ações e resultados decorrentes, ou então aqueles viciados em jogos, na ânsia de ganhar, onde sem dúvidas essa ansiedade é também situação negativa, portanto impeditiva para realizações.

A experiência nos diz que a dúvida é sempre grande mal para realizações projeciológicas, uma vez que pessoa estaria a duvidar de si mesma e assim já derrotado na empreitada proposta, antes mesmo de inicia-la.

Três técnicas bastante fáceis para que se possa desenvolver o Poder do Pensamento Positivo:

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