Se alguém mentalizar forte algo de bom ou ruim sobre outra pessoa, e essa for indefesa ou despreparada, as possibilidades de que o trabalho venha de fato pegar, são bastante grandes.
Da mesma forma se alguém, no uso da projeciologia, imaginar seu duplo com ações como se físicas sobre determinada pessoa ou pertences desta (plantas, animais ou mesmo objetos inanimados), as probabilidades do trabalho efetivar-se também são fortes, desde que o alvo encontre-se favorável para as realizações.
Também a pessoa a qual se pretende atingir, pode ter – certamente tem – mecanismos de defesas, às vezes com eficiência tremenda, plenamente capaz de reverter quadros, principalmente quando para o mal.
De outra maneira, se o indivíduo que pretende a ação solicitar ajuda a uma entidade através de algum sensitivo que se proponha a isso, certamente as possibilidades de realizações tornam-se muito maiores que as duas formas anteriores, pois que então seriam três – no mínimo dois – a caírem de pau sobre a vítima. A colocação no mínimo dois justifica-se pelas seguintes razões dos pressupostos: não existe nenhuma entidade espiritual (esta apenas seria um fator crença, escudo ou muleta psicológica) ou, existindo, pode o médium (intermediário) às vezes não ter consciência ou ciência do que se passa.
Na situação acima, talvez um perigo: a vítima pode reagir com vigor inesperado e, nesse caso quase sempre o solicitante estará sozinho, onde nada difícil que tanto o guia quanto o médium, já não estejam aliados àquela outrora vítima.
Em princípio, a meu ver, o tal guia (entidade) nada mais seria, no caso, que a expressão exteriorizada ou veículo do desejo de uma ação pretendida (boa ou má), sendo assim responsável pelos acontecimentos apenas quem solicita, que na verdade é quem realmente deseja a ação; uns efetivamente chamam a isso de ação do guia, outros do solicitante, e tem aqueles que acham o médium tão somente o único, senão o responsável pelo menos o agente único capaz de fazer acontecer, não faltando ainda aqueles que consideram os três como responsáveis.
Particularmente, não acredito que alguma possível entidade venha atender pedidos para ajudar ou prejudicar alguém, às vezes com a morte, pois se assim fosse com certeza esse mundo seria um imenso vazio. Creio todavia que um sensitivo bem preparado e eficiente realmente possa, por ação própria ou a pedido, através da projeciologia ou por algum outro fenômeno parapsicológico (clarividência, premonição ou précognição), antever fatos e trazer resultados, com possibilidades amplas também de driblar resistências e atingir o alvo proposto, conforme vontade, sem no entanto excluir situações reativas.