Outro fenômeno corriqueiro em nossa vida, aliás, vivemos sempre a prever coisas para nós ou para os outros, boas ou más, muitas das quais situações na verdade desejadas ou pressentidas.
De maneira geral damos muito valor a tais acontecimentos, sem levarmos em conta que, daquilo que previmos, desejamos ou sentimos – em situações normais e dentro desse campo – apenas um mínimo realmente acontecesse, todavia o suficiente para certas valorizações, as vezes desmesuradas, especialmente quando negativas.
É um típico sexto sentido, que todavia não exclui possibilidades de clarividências, premonições ou mesmo coincidência; somente a quantidade e qualidade delas quanto às realizações, pode definir se o indivíduo tem capacidades fenomênicas do gênero, daí a merecer algum estudo.
Quando alguém compra uma moto possante, quem já não previu algum tipo de acidente com a pessoa adquirente?
Este quadro poderia até encaixar-se numa premonição tutelar, de proteção, mas dificilmente alguém avisa o motoqueiro ou, se o faz, às vezes não é levado a sério, e se algum possível acidente venha de fato acontecer, muitos dirão com certeza, "eu sabia, eu vi, eu senti".
Um outro detalhe extremamente importante para ocorrências do gênero: a gente só diz que sabia depois que acontece, e nisto às vezes até falta a verdade.