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EXPERIÊNCIAS À BEIRA DA MORTE

Uma pessoa agonizante, não necessariamente, de repente deixa o corpo – num verdadeiro estado projeciológico – para, depois de alguns instantes de confusão mental em que se encontra, um imenso vazio de escuridão total, vem depois enxergar uma luz lá no fundo de um túnel, onde ele acaba chegando para se ver envolto naquela luminosidade, e a partir daí as coisas acontecem: são conduzidos para lugares maravilhosos (poucos relatam lugares escabrosos ainda que iniciais), viagens fantásticas, reencontro feliz com entes queridos já falecidos, certas orientações a respeito da vida, o estar frente a frente com algum sábio ou santo (quando não Jesus, o Espírito ou o próprio Deus – na verdade os três são um), e depois a ordem para o retorno ao corpo físico, que a hora ainda não é chegada, aquele desejo de permanecer por lá, mas enfim o retorno numa velocidade vertiginosa. Os relatos variam de pessoa para pessoa que tenha vivenciado o fenômeno, uns ficam tempo ao lado do corpo e enxergam o ambiente e toda atividade ali realizada, outros somente na volta vêem isso, alguns nada disso, certos deles conversam do lado de lá, uns somente ouvem, são vivências mais ou menos particulares de cada um que não modificam a essência como um todo.

Porque isso acontece, ainda é um mistério, tanto quanto a própria realidade de que alguém efetivamente tenha vivido tal situação.

O medo da morte em si, pelos sentimentos pessoais de deixar este mundo e os entes queridos, pelos temores de uma religiosidade, fortemente arraigada, que dá ao homem por destino um céu ou um inferno, ou pelo simples desejo de imortalidade, são condições – na opinião de muitos pesquisadores – que propiciam vivências mentais, em situações especiais diante daquilo que é julgado irreversível, quanto aos quadros apresentados pelos redivivos, até como um bálsamo para sua realidade mortal, quando uma outra vida o aguarda sem aquelas temíveis dúvidas que o acompanharam durante todo curso de sua existência terrena.

Os espíritas acreditam que o espírito, no quadro agonizante da matéria ou de um corpo sedado, desliga-se por momentos para divisar o além túmulo.

Especialistas (médicos e cientistas em geral) apontam como causas para o acontecimento, a ausência temporária ou insuficiência de oxigenação no cérebro (anoxia), fazendo com que os sinais vitais excitem-se a ponto de favorecer, pela queima de neurônios ou células entre os campos da visão – fóvea – quadros alucinantes que interagem com situações mentais de religiosidades e psicológicas. Algumas correntes entendem que o cérebro, no momento da agonia, libere no organismo certas propriedades sedativas, com isso a favorecer acontecimentos do gênero, como que para enganar o próprio corpo; outros estudiosos apontam acontecimentos, para possível interação medicamentosa ministrada, com aquelas substâncias porventura lançadas pelo cérebro.

De minha parte também entendo que tudo realmente ocorra conforme explicado pelas Ciências, todavia respeito experiências vividas por aqueles que foram e voltaram, de alguma maneira – acredito que num estado projeciológico – para tão estupendos relatos; eles viveram de certa forma aquilo que nós outros ainda não sabemos ou não experimentamos.

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