O MITO DOS DEUSES SOLARES
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1. A PROCURA DE UM HOMEM CHAMADO JESUS
Jesus Cristo, ou nele se crê como rezam os evangelhos,
as tradições, postulados e dogmas, e aí não
há discussão, ou então questiona-se até
mesmo sua própria historicidade.
Teria existido na Judéia, sobretudo na Galiléia,
um homem chamado Jesus Cristo, hoje pregado e venerado pelos cristãos?
Não há registro histórico algum de tal probabilidade;
para se encontrar o Jesus dos cristãos, há de se
recorrer sempre aos Evangelhos e demais textos bíblicos
neo-testamentários, ao lado de coletâneas de escritos
da denominada literatura cristã.
Justus de Tiberíades (1), contemporâneo de Jesus
que residia na vizinha cidade de Cafarnaum (Mateus 4: 13), não
escreveu sequer uma linha a respeito dele em sua obra, uma extensa
crônica desde os tempos de Moisés à época;
é de se admirar que um homem com os feitos de Jesus, ainda
que judeu dissidente religioso, não tenha merecido uma
nota qualquer de tão detalhista historiador.
Flávio Josefo, autor da Antiguidades Judáicas (c.
de 93 d. C.), uma grandiosa obra que narra a saga e história
do povo judeu desde tempos imemoriais até a época
de Nero, nada dedicou sobre Jesus Cristo e seguidores, ignorando-os
por completo, e no entanto descreve sobre os contemporâneos
daqueles, como Herodes, Pilatos e João Batista, narrando
minuciosamente todos fatos políticos, religiosos e sociais
da nação judia; existe entretanto no Livro XVIII –
capítulo III da Antiguidades de Josefo uma certa passagem
denominada pelos clérigos e estudiosos cristãos como
Testimonium Flavianum, que diz:
- "Viveu também naquele tempo Jesus, homem sábio,
[se é que pode ser chamado de homem], porque fez coisas
admiráveis, ensinando aos que almejavam inspirar-se na
verdade. Não só foi seguido de muitos hebreus, mas
também por gregos. [Era o Cristo]. E, acusado pelos principais
da nossa nação perante Pilatos, este O mandou crucificar.
Seus partidários não O abandonaram nem depois de
morto. [Vivo e ressuscitado, apareceu-lhes ao terceiro dia, como
os santos profetas o haviam predito, para efetuar mil outras obras
milagrosas]. E mesmo hoje a raça daqueles que por causa
Dele se chamam ‘messianistas’ ainda não se
extinguiu(2 e 3).
Os primeiros doutores da Igreja
não mencionam estas palavras de Josefo nos primeiros séculos
do cristianismo, embora sejam constantes referências outras
às obras do historiador. Daniel H. Dupuy, cita nesta mesma
obra de Josefo, em seu capítulo XVI, onde o autor mencionaria,
incidentalmente, "Jesus que se diz o Cristo"(4); o historiador
Josefo, na qualidade de judeu convicto não escreveria jamais,
ainda que incidentalmente, alguma referência assim a respeito
de Jesus; os textos citados, conforme opinião unânime
de estudiosos de Flávio Josefo, não merecem créditos,
sendo considerados documentos forjados e introduzidos em sua obra
no século III, por algum cristão anônimo, entre
duas passagens que se completam naturalmente, sem a necessidade
de referidos textos, que apenas destoam assuntos.
Suetônio (c. 69 – 140 ou 65 – 135), historiador
romano, descreve em sua obra intitulada Os Doze Césares,
sobre uma conturbação de ordem social acontecida
em Roma, por volta do ano 52, provocada por um certo Chrestos:
"Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação
à instigação de Cresto, ele os expulsou da
cidade"(5). Os cristãos vêem neste Chrestos
a figura de Jesus, contudo verifica-se que o texto não
diz "por causa do nome de. . ." ou alguma outra indicação
na qual se possa identificar o Cristo (Jesus); parece-nos, e isto
é o mais correto, que em Roma tenha existido um homem por
nome de Chrestos, agitador líder daquele episódio.
O mesmo Suetônio menciona a seita dos Cristãos, em
sua outra obra Os Três Tiranos: Vida de Nero mas nada diz
sobre Jesus: "(Nero) enfureceu-se contra os cristãos,
homens que se entregavam a uma superstição e aos
sortilégios"(6). Dando considerações
a La Sagesse(7), dentre os documentos de Qurâm destaca-se
um como de autoria de Habacuc, que se refere a um certo Crestus
traído por Judas, sacerdote dissidente, numa história
bastante próxima da de Jesus Cristo, todavia antecedendo-a
pelo menos em cem anos; que esse Crestus, também citado
por Ganeval, seria personagem divina cultuada em Alexandria, e
que fora em torno deste nome que judeus e egípcios tumultuaram
Roma, segundo Ganeval. Temos, evidentemente, algumas resistências
às pretensões de La Sagesse quanto a esse Crestus
– faltam-nos detalhes e maiores historicidades a respeito;
não achamos possibilidades de que Suetônio tenha
se referido aos seguidores de Crestus como os perseguidos por
Nero, e sim aos cristãos de Jesus, cujo nome já
encontrava-se em ascensão por ocasião daqueles escritos;
acreditamos todavia, tratar-se apenas de textos apócrifos
posteriormente atribuídos e acrescentados à obra
que, de mais a mais, nada diz respeito a um Jesus Cristo histórico.
Plínio, o Moço, no ano 105 ou 111 (por fontes diferentes
de informações), teria escrito a seguinte carta
ao Imperador Trajano(8):
-
"Senhor, tenho por
costume recorrer a ti para que desfaças todas as minhas
dúvidas; por que, quem poderá orientar melhor
meu vagaroso modo de proceder, ou instruir minha ignorância?
Nunca assisti ao interrogatório dos cristãos [por
causa dos outros], razão porque ignoro os costumes que
devem ser observados e quais deles e em que medida devem ser
castigados: nem são pequenas minhas dúvidas no
tocante à questão de se fazer ou não diferença
com as idades [dos acusados], e se os jovens delicados devem
receber o mesmo castigo que os homens fortes, si se deve perdoar
aos que se arrependem, ou se nada aproveita ao que tenha sido
cristão abandonar o cristianismo; se o adotar o nome,
sem nenhum outro crime, ou crime implicado pelo nome, deve ser
castigado. Tenho procedido da seguinte maneira com os que me
foram trazidos como cristãos: perguntava-lhes se eram
cristãos ou não. Se confessavam o serem, tornava
a lhes perguntar, e uma terceira vez, intercalando ameaças
com perguntas: se perseveravam em sua confissão, ordenava
que fossem executados; porque não duvidava de que, qualquer
que fosse a natureza da confissão, esta porfia e inflexível
obstinação mereciam ser castigadas. Houve alguns
dessa seita, dos quais cheguei a saber que eram cidadãos
romanos, que poderiam ser enviados a Roma. Depois de algum tempo,
como sói acontecer em tais julgamentos, o crime se estendeu,
e se me apresentaram muitos casos mais. Foi-me enviado um libelo,
ainda que anônimo, o qual continha muitos nomes [de pessoas
acusadas]. Negaram ser cristãs agora, ou que alguma vez
o tivessem sido. Invocaram os deuses; e suplicaram à
tua imagem, a qual fiz trazer com este propósito, com
incenso e vinho; também amaldiçoaram a Cristo:
nenhuma destas coisas, segundo fui informado, qualquer pessoa
que seja verdadeiramente cristã fará; achei portanto
que devia absolve-los. Outros dos mencionados no libelo, disseram
ter sido cristãos, mas negaram que fossem então;
que realmente o haviam sido, mas que tinham deixado de ser,
alguns já havia três anos, outros ainda muito mais
tempo; e um deles disse que abandonara a religião havia
vinte anos. Todos estes adoraram tua imagem, e as imagens de
teus deuses: também amaldiçoaram a Cristo. Não
obstante afirmaram que sua principal falta ou erro era este:
costumavam, em determinado dia, reunir-se antes do amanhecer,
e cantar em coro um hino a Cristo, como a um Deus; e comprometer-se
por um sacramento [ou juramento], a não fazer nada de
mau, a não cometer roubo, nem furto, nem adultério;
a não quebrar suas promessas, nem negar o que se lhes
houvesse confiado, quando se lhes requeresse a devolução;
depois disto costumavam separar-se, e reunir-se de novo para
participar de um alimento comum e inocente, o que haviam deixado
em obediência ao edito que publiquei sob tua ordem, no
qual eu lhes proibia tais conciliábulos. Esses interrogatórios
me levaram a pensar que era necessário inquirir a verdade
por meio de tormentos, coisas que fiz com duas serventes, que
eram chamadas diaconisas; mas com tudo isso, descobri apenas
que pertenciam a uma ruim e extravagante superstição.
Fiz todas as investigações possíveis, e
recorro a ti, porque o assunto me parece bem digno de consulta,
especialmente por causa dos que estão em perigo; porquanto
são muitos e de todas as idades, de todas as classes
sociais, e de ambos os sexos, os que agora e daqui por diante
provavelmente hão de ser chamados a juízo, e hão
de estar em perigo, porque essa superstição se
estende como um contágio, não só nas cidades
e vilas, mas também nas aldeias, coisa que não
é de se duvidar possa ser detida e corrigida".
Plínio refere-se nesta
carta a respeito das atividades cristãs e seus problemas
jurídicos ou de julgamento, já mencionando o Cristo
como um Deus, numa época que o cristianismo mostrava-se,
sem dúvidas, crescente em todos os segmentos da sociedade.
O Imperador responde a esta carta de Plínio:
-
"Meu Plínio,
seguiste o método correto no julgamento dos casos dos
que haviam sido acusados de ser cristãos, porque realmente
não se pode estabelecer uma forma precisa e geral de
julgar esses casos. Esta gente não deve ser buscada;
mas se é acusada e confessa, deve ser castigada; mas
com esta precaução: o que negue ser cristão,
e torne claro que não o é, suplicando a nossos
deuses, embora o tenha sido anteriormente, seja perdoado em
virtude de seu arrependimento. Quanto aos libelos anônimos,
não deviam ser tomados em conta em nenhuma acusação,
porque seria precedente muito mau, e nada agradável para
meu reino"(9).
A despeito de que tais documentos não sejam considerados
autênticos, entende-se que Plínio não se limita
apenas a relatar fatos – caso fosse real autor da carta,
forçando um tanto para a existência de uma divindade
em Cristo o que em absoluto seria a sua fé, fato que por
si já demonstraria uma certa fragilidade do texto como
histórico, se tal não fosse uma farsa.
Dupuy faz uma citação a Luciano (125 – 192),
orador, panfletista e satírico da literatura grega, identificando-o
como autor do trabalho A Morte do Peregrino, que "expõe
a história de um taumaturgo, cuja morte presenciou, do
qual diz, entre outras coisas de seu passado, que aprendeu a admirável
ciência dos cristãos, tratando na Palestina com seus
escribas e sacerdotes (. . .). Consideravam-no Legislador e lhe
chamavam seu pontífice, como àquele grande Homem
crucificado na Palestina por haver pregado uma nova religião
aos mortais (. . .). Quando mudam de religião, rejeitam
os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado, vivendo conforme
às suas leis"(10). Vejamos: Luciano descreve sobre
um homem que diz e "do qual diz entre outras coisas de seu
passado", sem contudo demonstrar evidência histórica.
Sabe-se hoje que, das oitenta e duas obras atribuídas a
Luciano, pelo menos trinta delas são consideradas apócrifas.
(11)
Lamprídio, possivelmente o filho (Dupuy não o identifica)
do grande escritor grego do mesmo nome, em seus trabalhos históricos
sobre Heliogabulus (Imperador de Roma, nascido em 204 e morto
em 222) e Alexandre Severo (Imperador romano a partir de 235),
menciona os cristãos e o nome de Jesus Cristo e sua doutrina(12),
todavia numa época já muito distante dos tempos
de Jesus, quando o nome deste já se achava consagrado.
O notável historiador latino Tácito (55 –
120), ao descrever sobre a vida de Nero, em 115, reportando-se
a fatos de noventa anos antes, faz referências a um homem
chamado Jesus (13) , cuja transcrição colhemos de
Dupuy (alusão ao incêndio de Roma, por Nero):
-
"Mas nem com favores,
donativos e liberalidades do príncipe, nem com as medidas
que se tomavam para aplacar a ira dos deuses era possível
suprimir a infâmia da opinião corrente de que o
incêndio tinha sido voluntário. E assim Nero, para
silenciar essa voz e eximir-se da culpa, apontou como responsáveis
por ele, e começou a castigar com estranhos gêneros
de tormento, a uns homens aborrecidos pelo vulgo por causa de
seu fanatismo, comumente chamados cristãos. Esse nome
proveio de Cristo que, sob o governo de Tibério, tinha
sido justiçado por ordem de Pôncio Pilatos, procurador
da Judéia: e, embora por aquele tempo se reprimisse até
certo ponto a perniciosa superstição, tornava
a ganhar terreno não só na Judéia, origem
desse mal, mas também em Roma, onde chegam e se praticam
todas as coisas cruéis e vergonhosas que há nas
demais partes. A princípio foram castigados os que professavam
publicamente essa religião, e depois, por indicações
destes, uma multidão infinita (. . .). Despertavam, todavia,
a compaixão e grande lástima, como pessoas a que
se tirava tão impiedosamente a vida, não para
proveito público, mas sim para satisfazer a crueldade
de um único indivíduo.
Na visão de Challaye(14)
"este texto, de 115-117, prova somente que a lenda que aproxima
esses nomes começa a fixar-se".
Filon de Alexandria, judeu contemporâneo de Jesus Cristo,
especialista em assuntos religiosos e seitas judaicas, em nenhum
de seus cinco textos menciona o nome de Jesus.
Existe todavia um relato, ao gosto dos cristãos (que inclusive
distribuem panfletos, reproduzidos aos milhares e entregues aos
fiéis e interessados, como prova inconteste da historicidade
de Jesus), uma carta atribuída a Públius Lêntulus,
procônsul da Judéia e na qualidade de testemunha
ocular de Jesus e acontecimentos, ao então Imperador Tibério
César; o documento informa a respeito da figura de Jesus,
numa visão bastante apologética e de mínimos
detalhes, como magnífico tratado a respeito de Jesus; diz
um desses panfletos intitulado "RETRATO DE JESUS"(15)
, com uma introdução explicativa: "Em Roma,
no arquivo do Duque de Cesadini, foi encontrada uma carta de Públio
Lêntulus, pró-cônsul da Galiléia, dirigida
ao Imperador Romano, Tibério César, em virtude deste
ter interpelado ao Senado Romano acerca do Cristo, de quem tanto
lhe falavam. Eis a carta que é um retrato fiel de Jesus
:
-
"Sabendo que desejais
conhecer quanto vou narrar: existindo nos nossos tempos um homem,
o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que
pelo povo é inculcado profeta da verdade, e os seus discípulos
dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da
Terra e todas as coisas que nela se acham e que nela tenham
estado; em verdade oh! César, cada dia se ouvem coisas
maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos,
em uma só palavra: é um homem de justa estatura
e é muito belo no aspecto. Há tanta majestade
no rosto, que aqueles que o vêem são forçados
a ama-lo ou teme-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa
bem madura, são distendidos até às orelhas,
e das orelhas até às espáduas, são
da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio da
sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos
Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito
sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma
cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não
muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito
especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende
é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol,
porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante,
porque quando resplende apavora e quando ameniza faz chorar;
faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca
ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços
e as mãos muito belos; na palestra contenta muito, mas
o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima, verifica
que é muito modesto na presença e na pessoa. É
o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante a
sua Mãe, a qual é de uma rara beleza, não
se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão
bela.
-
(. . .)
-
De letras, faz-se admirar
de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências
e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa
alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém
em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem
que um tal homem nunca vira ouvido por estas partes. Em verdade,
segundo me dizem os hebreus não se ouviram, jamais, tais
conselhos, de grande doutrina, com ensina este Jesus; muitos
judeus o têm como Divino e muitos me queleram afirmando
que é contra lei de tua Majestade.
-
(. . .)
-
Diz-se que este Jesus nunca
fez mal a quem quer que seja, mas ao contrário, aqueles
que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam Ter dele
recebido grandes benefícios e saúde, porém
à tua obediência estou prontíssimo –
aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
-
Vale da Majestade Tua, Fidelíssimo
e Obrigadíssimo.
L’indizione setima, luna seconda"
Públio Lêntulus"
Este texto não resiste nenhuma análise científica
séria, tratando-se de publicação feita circular
por cristãos, no século XIV, tratando-se portanto
de documento comprovadamente falso.
Estranhamente Pilatos, Procurador da Judéia entre os anos
26 e 36 (16) - Hayyim ben Yehoshua(17) diz que Pilatos esteve
no cargo até 46 - nada escreve ao Imperador Tibério
César, de que tenha condenado e morto na Judéia
um homem chamado Jesus, o Cristo, pretendente a rei dos judeus
e agitador das massas; Pilatos, por dever de ofício como
o fizera a respeito de outros crucificados, não negligenciaria
a ponto de manter silêncio sobre um condenado ao nível
pretendido de Jesus. Atribuiu-se-lhe todavia uma Carta ou Atos
dirigida ao Imperador Romano a respeito de Jesus, mencionada por
Justino por volta do ano 150 e confirmada por Tertuliano (160
– 245), como existente nos arquivos imperiais de Roma; no
século IV quando a Igreja apoderara-se do Império
Romano, apresentou-se então uma desastrada possível
Carta de Pilatos, endereçada ao Imperador Cláudio,
um grasso erro de cronologia histórica, sem se dar conta
que Pilatos deixara de ser autoridade na Judéia no ano
36, pelos próprios anais da Igreja Católica, portanto
cinco anos antes de Cláudio assumir o poder no ano 41,
em substituição a Tibério. Hoje esta carta
não é mais levada em consideração,
como alguma prova autêntica sobre a existência histórica
de Jesus, tanto que nem a Igreja o menciona mais.
Anás, Caifás e nenhuma outra autoridade judia da
presumível época de Jesus, fizeram-lhe qualquer
menção de existencialidade; nenhum documento eclesiástico
daquele tempo refere-se ao Jesus dos cristãos; todos e
quaisquer documentos a respeito de Jesus, sejam os livros neo-testamentários
(do cânon ou apócrifos), sejam os que a estes se
referem, ou mesmo os históricos, não têm antiguidades
comprovadas antes do ano 140.
O Talmude somente nos coloca Jesus, efetivamente, a partir do
século IV (alguns apontam-no para final do século
III (18).
Com relação à citação talmúdica,
duas versões chegaram até nossos dias, a de Babilônia
e a de Jerusalém, ambas preciosas, todavia, para estudos
entende-se a versão babilônica como a mais completa
e importante(19), observa-se no entanto que em vez do Jesus Cristo
dos cristãos, conforme nos é dado conhece-lo, vem
citado Yeishu ha-Notzri ou seja, um certo Yeishu – Jesus,
como diminuição de Yeishua e não de Yehoshua,
de Nazaré ou Nazareno, uma seita religiosa judaica pré-cristã,
à qual pertenceria esse Yeishu(20) -
Prosseguindo, pela mesma fonte, entende-se que o texto talmúdico
não diz ser Yeishu ha-Natzrati, que no caso identificaria
essa personagem como da cidade de Nazaré (Natzrat); o autor
dos escritos O Mito do Jesus Histórico(21), deixa bastante
clara a diferença entre Notzri (seita religiosa dos Nazarenos)
e Natzrat, cidade judaica que somente viria surgir no século
III, cujos habitantes eram chamados de Natzrati, quando o Jesus
dos cristãos já era nome consagrado
Yeishu ha-Notzri fora um místico, considerado feiticeiro
pelos próprios judeus, que vivera no período asmoneu
(c. de 140 – 37/34 a C.), morto por apedrejamento e que
teve seu corpo exposto numa árvore(22); há registros
de que no ano 75 a C. Yeishu já seria adulto, pregador
e batizador, posto em fuga para o Egito, pela classe dirigente
do judaísmo, de onde retornaria um dia, com a morte de
seu principal perseguidor.
Estudiosos cristãos no entanto rejeitam Yeishu ha-Notzri
como sendo Jesus Cristo; sabe-se no entanto, que a edição
judaica do Talmude em Basiléia (c. de 1578/1580) trazia
referências a respeito daquele Jesus, todas no entanto devidamente
censuradas e proibidas pelas autoridades cristãs, que doravante
para seus estudos e ensinamentos valem-se de versões próprias
do Talmude, a partir da edição dita de Amsterdã
(1644/1648), sem tais referências e outras consideradas
danosas ao cristianismo.
Daniel H. Dupuy, obra citada, faz citações atribuídas
a Anibal Fiori(23), de que no século IV o Talmude (mais
precisamente as Guemaras) falava dos debates judeus sobre a vida
e obras de Jesus, todavia sem informar se esse Jesus é
Yeishu ha-Notzri ou se algum outro que possa, realmente, ser identificado
como o Nazareno dos cristãos.
Ainda que recorrendo a fontes cristãs, excetuando-se livros
bíblicos, não existe, até o momento, nenhuma
documentação séria que possa provar a existência
física de Jesus. Para as tais referências históricas
de Josefo e outros já citados, La Sagesse (24) afirma que
certas interpolações e outras citações
sobre Jesus atribuídas a historiadores ou autoridades antes
do século II, são apócrifas quando não
falsificações grosseiras e que não resistem
às provas científicas dos "métodos comparativos
de Hegel, a grafotécnica, o uso de isótopos radioativos
e radiocarbonicos que denunciam a má fé daqueles
que implantaram o cristianismo".
A Epístola aos Tessalonicenses é considerado o
documento mais antigo a respeito de Jesus, que antecede em pelo
menos 25 anos o primeiro dos evangelhos, o de Marcos que foi escrito
por volta do ano 135 (25). O Pontifício Instituto Bíblico
de Roma admite a Carta como "possivelmente" o primeiro
escrito inspirado do Novo Testamento(26). Todavia o autor daquela
carta não se refere a nenhum Jesus histórico e sim
a um nome já em íntima relação com
Deus, mostrando um Jesus consagrado pelo cristianismo pregado
por Paulo, que se fazia na época, uma importante seita
grega do judaísmo, chamada de messianista.
Assim, para encontrarmos um Jesus genuinamente histórico,
temos de busca-lo nos Evangelhos, e o primeiro deles citado pelos
historiadores e outros especialistas, trata-se do Evangelho Segundo
Marcion, por volta de 130 a 134 (27); porém este autor,
segundo fontes, apresenta-nos um Jesus já adulto na terra,
não material e sim um ser espiritual descido dos céus,
experimentando contudo a crucificação. Muitos vêem
Marcion como um gnóstico, em sua teoria ou concepção
dualista – existência de dois deuses, um bom (autor
das coisas invisíveis) e outro mau (criador do mundo visível
e responsável pela queda de Adão e Eva), o deus
dos judeus. Segundo Challaye(27), o evangelho atribuído
a Marcos teria tido Marcion como fonte, contudo distinguindo-se
de Marcion ao identificar o Deus do Antigo Testamento como Pai
de Jesus.
Não nos dando Marcion nenhum Jesus humano, vamos portanto
às duas fontes mais imediatas que trazem referências
históricas de Jesus Cristo, desde seu nascimento, ou seja,
os evangelhos de Mateus e Lucas, uma vez que Marcos e João
não nos informam a respeito de um Jesus infante.
O Evangelho segundo Mateus, escrito por volta de 140, por algum
discípulo de uma possível testemunha de Jesus, inicia-se
com uma genealogia descendente do Cristo Jesus, ligando-o ao rei
Davi, por José no ramo de Salomão, enquanto Lucas,
surgido em 150 e escrito certamente por adepto de um dos colaboradores
de testemunhas, apresenta-nos uma genealogia ascendente, bem diferente
da de Mateus, contudo colocando Jesus também na linhagem
davídica, mas por Natã e não Salomão.
Mateus diz em seu capítulo 1: 16: ". . . E Jacó
gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que
se chama o Cristo"; Lucas 3: 23, expõe: "E o
mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo
(como se cuidava) filho de José, e José de Eli.
. .".
De Jesus a Davi, não existem nomes comuns nestas duas
genealogias, contudo são mais ou menos concordes de Davi
a Abraão, onde para a narração de Mateus,
prosseguindo a de Lucas até Adão; a genealogia de
Mateus aponta 43 gerações de Abraão a Jesus,
enquanto Lucas descreve 42.
Diversos estudiosos, especialmente cristãos, têm
procurado justificar ou esclarecer tais divergências entre
os dois narradores, situações que parecem ter sido
motivos de sérias preocupações para o autor
da Primeira Epístola a Timóteo 1: 4, ao recomendar
: "não se dêem a fábulas ou a genealogias
intermináveis, que mais produzem questões do que
edificação de Deus".
Daniel H. Dupuy para harmonizar os dois textos, coloca a genealogia
de Lucas como sendo de Maria e não de José(28):
"S. Mateus, pois, registra a genealogia legal de Jesus, que
é a de seu pai putativo, enquanto S. Lucas apresenta a
filiação sangüínea de Jesus, isto é,
a materna, ou genealogia natural"; esforçando-se,
prossegue o autor: "Nos escritos apócrifos do primeiro
século, Maria aparece, efetivamente, como filha de Eli".
Infelizmente Dupuy não nos dá referência alguma
a respeito de quais apócrifos, e os transcritos que temos
em mãos, não são datados do primeiro século,
nem antecedem os canônicos e os que mencionam Maria e sua
natividade, trazem-na como filha de Joaquim e Ana (29), conforme
aliás rezam as tradições cristãs.
O Pontifício Instituto Bíblico de Roma(30), defende
posição de harmonia entre os dois evangelhos, evocando
a Lei do Levirato (Deuteronômio 25: 5 a 10, em especial
o verso 6), para colocar José como filho natural de Jacó,
tendo Eli por seu pai legal; Mateus recorrera-se portanto aos
documentos dos registros de Jacó, pela visão daqueles
tradutores, enquanto Lucas informara-se pela genealogia de Eli.
A diferença do números de gerações
entre os dois evangelhos, podem também ser esclarecidas
por esta mesma Lei.
Entendemos que a argumentação do PIBR é
suficiente para saneamento de dúvidas, uma explicação
que satisfaz, embora não seja lícito deduzir ou
interpretar aquilo que o autor não ousa distinguir ou a
fonte em informar.
Outra divergência perturbadora entre Lucas e Mateus, diz
respeito à época em que Jesus nascera: Para Mateus
(2: 1) o evento fora em Belém da Judéia, no tempo
do rei Herodes; Lucas (2: 1-2) aponta o nascimento por ocasião
de um decreto, da parte de César Augusto, obrigando o povo
judeu a um alistamento, recenseamento, quando Cirênio (Quirino)
estava governador (presidente) da Síria(31).
Se Jesus nasceu no tempo de Herodes como enseja Mateus, o acontecimento
não poderia ter ocorrido antes de 4 a C., ano em que Herodes
morrera; sabendo, ainda por Mateus e somente por ele, que este
rei ordenara matança de todas as crianças de Belém,
com idades de 2 anos para baixo, entende-se que Jesus teria nascido
nesta época (entre os anos 6 a 4 a C.) ou, até mesmo
antes, pois que o autor não define quanto tempo se passara
do infanticídio à morte do rei, que adoecera no
ano 5 a C; deixa-nos Mateus porém uma outra pista, a ocorrência
de um fenômeno celeste, por ocasião da chegada do
menino Jesus, que levam estudiosos determinarem o ano 7 a C.,
quando ocorrera a conjunção dos planetas Saturno
e Júpiter, acontecimento raro que porém naquele
ano acontecera três vezes (meses de maio, setembro e dezembro),
segundo Spencer sem outros maiores detalhes(32); não temos
conhecimento, por fontes científicas, de que algum fenômeno
celeste tenha efetivamente ocorrido na época do suposto
nascimento de Jesus. Alguns estudiosos (cristãos) estimam
a data no ano 5 a C., certos pesquisadores remontam a ocorrência
em 9 a C. e outros a colocam no ano 6 a C; dentre tantas datas
a mais comumente aceita seria mesmo a de 7 a C.
Já em relação a Lucas, pelos dados informados,
Jesus teria nascido no ano 6 d C., época que Cirênio
(Quirino) assumira o governo da Síria; esta data contudo
gera outras polêmicas, sabendo-se que César Augusto
determinara recenseamentos nos anos 28 e 8 a C. e depois no ano
8 d C.(33), o que não significa que Cirênio não
tenha resolvido realizar um no ano 6, com aval de César,
considerando para isto as palavras de Lucas (2: 2) "(este
primeiro alistamento foi feito sendo Cirênio presidente
(governador) da Síria)".
Percebe-se então uma diferença considerável
de anos, um mínimo de pelo menos dez, acreditamos treze,
entre Lucas e Mateus para um mesmo acontecimento.
Spencer em sua mesma obra informa que Cirênio também
fora governador da Síria, uma primeira vez, entre os anos
4 e 1 a. C, e depois a partir do ano 6 d. C; ainda assim não
dá para conciliarmos datas sem algum esforço de
adaptação entre as mesmas, uma vez que o próprio
autor faz apenas vagas citações, parecendo não
dar muita importância para o caso, a preocupar-se mais com
possível mês e data do nascimento de Cristo, do que
com o ano em si. Não sabemos qual a fonte referencial de
Spencer que coloca Cirênio, como governante da Síria,
entre 4 e 1 a. C.
Uma outra divergência entre os livros Lucas e Mateus, poderia
estar onde Mateus coloca o fenômeno da estrela que seria
vista única e tão somente pelos magos do Oriente,
que a entenderam como anunciação do nascimento de
algum Salvador e, quando chegam a Belém – depois
de uma desastrada procura em Jerusalém, encontram Jesus
numa casa; enquanto Lucas aponta um anjo mensageiro anunciando
o nascimento de Jesus a uns pastores da comarca de Belém,
sendo que estes, após uma revoada de anjos em cânticos
e glórias, dirigem-se à cidade e lá encontram
o menino Jesus numa estrebaria, juntamente com seus pais, deitado
numa manjedoura que lhe servia de berço.
Evidente que possam tratar-se de episódios diferentes
ou mesmo ocorrências em dias distintos; ambos porém
carecendo de seriedade, pois é incrível que uma
estrela parada sobre determinado lugar de Belém, tenha
sido observada apenas pelos magos, uma vez que da maneira como
se acha colocado o fenômeno da estrela, acreditamos impossível
que apenas os magos a tenham visto, assim como estranhamos a ausência
de relatos fidedígnos a respeito de tal evento e de tamanha
magnitude. Por outro lado é difícil compreendermos
Lucas, ao colocar pastores nos arredores de Belém num mês
atípico, se é que Jesus tenha realmente nascido
em dezembro conforme, tradição cristã, o
que veremos mais adiante. Observam-se portanto, que tais citações
são fenômenos exclusivos de apenas alguns poucos,
sem registros históricos competentes.
Ainda outro ponto nos chama atenção: Mateus cala-se
a respeito da união de José e Maria, embora aponte
irmãos e irmãs de Jesus que tanto poderiam ser filhos
do casal, quanto apenas de José, vindo de um outro casamento,
conforme vêem alguns cristãos, para escaparem da
embaraçosa questão da permanência virginal
de Maria; Lucas no entanto diz taxativamente que Jesus era o primeiro
(primogênito) de Maria; a título de informação
complementar, vemos em João, no evangelho que leva este
nome, que Jesus seria filho único (unigênito) de
Deus, em nada se referindo Jesus como o único de Maria.
No entanto, entre Lucas e Mateus, parece enfim haver algumas
concordâncias – neste início da historicidade
de Jesus, quanto ao local de nascimento da criança e onde
residia a família: Mateus informa que Jesus nasceu em Belém,
quando da estadia de seus pais naquelas paragens, vindos de Nazaré,
não esclarecendo motivos senão que para cumprimento
de determinada profecia; Lucas também esclarece que Maria
e José saíram de Nazaré, para cadastrarem-se
na cidade de Belém, conforme determinação
legal, quando Maria já estaria prestes a dar à luz,
o que de fato veio ocorrer nesta localidade.
Ainda que em épocas e por motivos diferentes, temos enfim
pelos dois evangelistas, a família de Jesus como então
residentes em Nazaré e que este veio nascer em Belém,
e assim, entre tantas divergências, Jesus chega ao mundo,
permanecendo entretanto ainda algumas dúvidas intrigantes,
das quais destacamos primeiramente três delas:
-
Como poderia uma virgem
dar à luz um menino, sem haver conhecido o varão?
-
Onde estaria localizada
a mencionada cidade de Nazaré que até hoje nenhum
estudioso ou pesquisador conseguiu encontrá-la?
-
Onde efetivamente nasceu
e viveu Jesus?
- Pequena História
das Grandes Religiões, Félicien Challaye, IBRASA,
2ª. EDIÇÃO, 1967, página 218.
- O Homem em busca de Deus,
Sociedade Torre de Vigias de Bíblia e Tratados, 1990,
página 67; "segundo texto tradicional de Josefo,
nota de rodapé, página 48 da edição
da Harvard University Press, volume IX".
- O Super Homem na História,
Daniel Hammerly Dupuy, 7ª. Edição, Casa Publicadora
Brasileira, 1945, páginas 33 e 34, com rodapé
informativo : "Antiguidades Judaicas, Livro XVIII, capítulo
III. As partes que vão entre colchetes, são consideradas
por alguns críticos modernos como intercalações.
- Trasncrição
da obra de Daniel H. Dupuy, obra citada página 34.
- Sociedade Torre de Vigias
de Bíblia e Tratados – obra citada, página
237.
- Daniel H. Dupuy, ibidem,
página 30
- La Sagesse - Jesus Cristo
Nunca Existiu / Internet, página em construção
atualizada em 25/12/98 –
- Dupuy, mesma citação,
página 30 e 31
- Mesmo autor, páginas
31 e 32.
- Ibidem – páginas
29; as palavras que vão em itálico, são
as que o autor Dupuy coloca entre aspas em seu livro.
- Dicionário Enciclopédico
Brasileiro
- Dupuy, cfe. citação,
página 29
- Holger Kersten, Jesus Viveu
Na Índia, Editora Best Seller, 1986
- Dupuy, ibidem, página
30 – ref. Obra Anais de Caio Cornélio Tácito,
Livro XV, capítulo XLIV.
- Diversos autores e historiadores
citam e descrevem partes desse documento; a presente é
uma reprodução contida num folhetim distribuído
gratuitamente pela Gráfica São João – Bauru, S.P.
- PIBR, Bíblia Sagrada,
página 1288 B – notas
- Hayyim ben Yehshua/ O Mito
do Jesus Histórico, tradução portuguesa
do original em inglês, ambos à disposição
nas páginas da Internet.
- Félicen Challaye,
obra mencionada, página 218.
- Segundo Félicen Challaye,
presume a composição do Evangelho de Marcos por
volta de 136 ou 137
- Hayyim ben Yehoshua citado
(17)
- Idem
- Idem
- Daniel Hammerly Dupuy
- La Sagesse citação
(7)
- Félicien Challaye
cita Narcion como cristão herético, no começo
do segundo século, filho de um bispo cristão;
que foi ele o autor do Evangelho Segundo Marcion, por volta
de 134, do qual não foi conservado nenhum manuscrito,
mas quase que inteiramente citado por Tertuliano, seu mais ferrenho
adversário. Deste Evangelho de Marcion teria nascido
o de Marcos, em 136 ou 137, e ambos produzido o de Mateus, de
uma visão oposta a Marcion; o Evangelho de João
seria ultramarciônico., composto por volta de 140, enquanto
o de Lucas, aproximadamente em 150 – Roma, era mais dirigido
aos romanos objetivando para o cristianismo os mesmos privilégios
do judaísmo – Pequena História das Grandes
Religiões, obra já mencionada, página 209
- Bíblia Sagrada –
Tradução dos textos Originais, com notas, dirigida
pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma –
Edições Paulinas, 1967, página 1.416 B.
- F.Challaye - mencionado,
- O Super Homem na História,
Daniel H Dupuy obra citada, páginas 42 e 43
- Evangelho de Tiago, às
vezes chamado de Livro de Tiago ou Proto Evangelho de Tiago
- PIBR – já mencionado,
Notas Explicativas referentes a Lucas 3 – 23 a 38, página
1.289 A/B
- H. Spencer Lews, F.R.C.,
PhD, A VIDA MÍSTICA DE JESUS, Biblioteca Rosacruz Volume
I, Editora Renes, pág. 99
- Gerald Messadiê, citação
de João Magalhães, Uma Nova História de
Jesus de Nazaré, já citada; segundo Messadiê,
o fenômeno era tão raro, que somente veio a acontecer
em 1.961, com o próximo previsto para o ano 2.100.
- IBPR, notas explicativas
(Lucas 3 – 23), página 1.289 A/B .