Não se trata aqui de um deus figura religiosa, comum a todas as culturas, com mitos e lendas. A esse deus religioso poder-se-ia, sem dúvidas, afirmar que ele foi criado à imagem e semelhança do homem, por certo um clã poderoso que ganhou a posição de divindade, com seus espíritos sagrados, com suas forças sobrenaturais.
Importa no presente estudo, a força geradora de todo o incomensurável universo, eterno desde sempre e que para sempre o será.
Quem fez o universo?
Ele o é por si e sempre o será, denomina-o Deus quem assim desejar.
É um universo de princípios inteligentes – o homem assim o concebe – regido por leis de causas e efeitos, em inumeráveis combinações, destruindo e criando sempre, sem cessar.
Tudo nele é fluído energético invisível, a preencher o espaço cósmico, de plasma, o quarto estado da matéria, onde a materialidade existente, é apenas uma pequena exceção que muito recentemente vem se formando – algo aí por algumas dezenas de bilhões de anos –, da forma que o homem o conhece.
Se desse estado plasmático a materialidade está se formando, ou do qual se formou, é porque houve uma ocorrência da energia transformar-se em massa, e isto não é anti-científico, pelo menos teoricamente, fundamentando-se em Einstein e sua teoria da relatividade.
Também se a energia psíquica existe, ou ela é uma derivação energética advinda da força universal ou é a própria. Esta energia existe no homem, comprovadamente, e se sobrepõe à matéria, formada no universo, com elementos dele – emanações de um princípio inteligente.
Entenda-se: se esta energia – princípio inteligente – age sobre a matéria, caminha através dela e a ela se sobrepõe em todos os efeitos, ou ela é tomada de uma força maior geradora ou então volições daquela. Ainda que essa energia fosse produzida única e exclusivamente pela química cerebral ou dos disparos dos neurônios, nem por isso deixaria de pertencer ao universo e dele fazer parte.
Sabidamente, essa energia é uma força que se integra ao homem, tornando-o diferente e especial, com elemento homificador, trazendo personalidade distinta e independente, com respectivos atributos, princípios e faculdades, evolutivas no homem, por excelência, que não perece com a morte física determinada; antes sim, retorna ao ponto de onde saiu, mantendo – plena consciência de seu todo, acrescida das experiências adquiridas na existência carnal.
Oras, o corpo físico é descendente de antepassados e geneticamente determinado, porem não existe apenas por eles e sim em função do universo que lhe deu a galáxia, o sol e a terra com todos os seus componentes ideais ao surgimento da vida, pois que sem essas somatórias nada existiria (idéias de Challaye); então, existe uma energia-consciência como força geradora.
Essa Energia-Consciência, o que seria?
Com certeza científica, uma fonte de energia ilimitada em força e grandeza, que traz em si todos os componentes de matérias primas como substância cósmica e, portanto, universal; algo existente por si, desde sempre, a quem não se pode determinar origem, até nova ordem.
Ela, energia-consciência, simplesmente existe e em tudo determina um ciclo de vida: surgimento, criação, amadurecimento, morte e renascimento, num processo dinâmico, contínuo e evolutivo.
Na equação de Einstein: E = m c2, tanto a energia pode produzir a matéria quanto esta fazer-se energia; e estudiosos indicam que a exceção física, materializada do todo universal, composta com as mais elementares partículas da condensação da energia. E essa primariedade materializada, traz em si algo de aproximadamente cem bilhões de galáxias, até novas descobertas ou efetivação de números, agrupadas em pelo menos vinte aglomerados, possuindo cada uma delas, bilhões e dezenas de bilhões de estrelas, umas e outras estimadas em torno de quatrocentos bilhões; estas galáxias acham-se separadas uma das outras a uma distância média de um milhão de anos luz.
A Via Láctea, demonstrada por Bart J Bok (A Via Láctea, na obra A Nova Astronomia – A Nossa Galáxia I, publicação pela IBRASA, 1959), tem cem bilhões de estrelas, sendo necessários cem mil anos luz para atravessa-la, na velocidade da luz, um modesto diâmetro calculado em novecentos e cinquenta quatriliões de Km.
Não é necessário, para este trabalho, avançar em tão astronômicas observações / colocações, em razão dos objetivos propostos, pois que as grandezas aí estão, incontestáveis, longe de uma estabilidade.
Nisso tudo o universo não se acha uniformemente distribuído, e muito menos constitui-se num reino de calmaria, antes sim, apresenta-se tremendamente turbulento, com terríveis perturbações magnéticas, vibrações eletromagnéticas, revoluções de corpos, constantes nascimentos e mortes sem fim, hoje expansionista mas talvez amanhã, daqui há bilhões de anos, entre num processo de comprimir-se, para depois novamente, dilatar-se.
O nascido russo George Gamov, catedrático de física teórica na Universidade de Washington – DC / EUA, afirma que sem a turbulência cósmica nada do que se conhece no universo, seria como é, e nada haveria do que existe (Turbulência no Espaço, na obra A Nova Astronomia / Forma Dinâmica do Espaço II, já referida).
Para o universo ser como está, são necessários ordenamentos interativos de todas as agitações, atrações e repulsas, (e quanto mais?), para organizações dos mundos, onde os mais simples átomos de materialidades, têm que obedecer direções inequívocas de percurso, e não tender a estabilidades, alem das precisões matemáticas que se ajustam inteligentemente, para que seja regida a ordem no caos; se não fosse assim, nada seria assim – provérbio simplista ao mesmo tempo que profundo.
Existem coerências nas disposições cósmicas estabelecidas, nas precisões matemáticas, nas leis físicas definidas, nos trajetos astronômicos e nas forças operacionais contínuas, com destruições e formações, além dos outros (quanto mais?). Pode-se pensar que tudo isto e os quantos mais, derivaram-se de uma explosão, big-bang?
Se tudo fosse assim simples, ter-se-ia de questionar o antes do big-bang; mesmo partindo dele, se tudo fosse assim tão simples, haveria um único caminho, na e após desordens e caos iniciais, que é a estabilização mais ou menos imediata, numa situação em que as leis não se estabeleceriam e muito menos as precisões e turbulências, onde tudo se faria estático, inanimado e com tendências à decomposição.
Mas não é isso o que se verifica: explosões continuam, e para sempre continuarão, com mundos que se caçam e outros que se formam, complexos vibratórios, interativos e inter reativos, da matéria na anti-matéria, ou desta naquela, em dinâmicas e contínuas transformações de energias em massas e massas em energias, de onde, nascendo matéria de energia por condensação, evoluem-se condições em revivências, tantas quantas necessárias, porem jamais idênticas, para o abrigo da vida, como o homem a concebe, embora não necessariamente porque, a própria razão de acontecer é, por si, vida em cujo vértice manifesta-se a consciência energia.
Esta existência universal, estabelecida em leis cujos valores são precisos, nos ciclos bilenares ou eternos, em que o universo sempre caminha, a Via Láctea fazendo seu percurso, o sol sempre no seu curso e, neste, a terra em seu destino, voando espaço afora numa velocidade média de cento e sete mil quilômetros por hora, com todos seus movimentos, oscilatórios, rotatórios, translatórios e ondulatórios entre outros, estritamente dentro dos ordenamentos matemáticos, princípio da Lei de Bode, sem jamais passar pelo mesmo lugar uma única vez, mas sempre a seguir seu camiho.
Concebe-se, então: No princípio era a Energia-consciente, pois, que de outra maneira seria?
Dessa Energia-Consciência, partículas luminosas são geradas, com uma energia de tremenda grandeza que se auto-capturam em gravitação, princípio determinado, ordenado e inteligentemente direcionado; no cosmos, no éter, no plasma, ou no grande abismo, surge a luz.
Haja luz. E houve luz – Gênesis Bíblica – e a foto-química se fez presente. Fótons no espaço vazio, reações químicas de luz, onde os prótons e elétrons, como sub-partículas atômicas a se atraírem, originando átomos de hidrogênio que formam nuvens flutuantes de átomos que, em se reunindo, tornam-se coesas como nuvens de gazes e pó.
As gigantescas nuvens se encontram e as nebulosas acontecem: a força da gravidade comprimem os átomos, provocando um super aquecimento.
São violentas colisões atômicas, as primeiras explosões dos átomos de hidrogênio, surgindo o plasma das partes positivas e negativas, cujos fluxos dessas reações, quando amortecidos evidenciam, dois gazes distintos: um de prótons e outro de elétrons, ressaltados ente si. A compressão gravitacional, traz como consequência o aumento considerável da temperatura que, ao entrar no ponto crítico, provoca esmagamento dos prótons, fundindo-os em combinações diversas, formando novos gazes, as estrelas.
O equilíbrio das forças, centrífugas e centrípetas, dentro de uma explosão termo-nuclear, estabelece uma força gravitacional que atrai para o centro dos resíduos da explosão; as dimensões estabilizam-se quando a gravidade se torna superior à pressão da luz.
Formam-se as galáxias, umas com quantidades maiores de gazes e poeiras, enquanto outras se fazem em proporções menores, denominadas de espirais e elípticas, respectivamente. No interior das primeiras, dado incríveis movimentos, colapsos, outras estrelas se formam.
Este big-bang inicial, quem sabe advindo de um big-crunch, hipótese já admitida por alguns especialistas, ou ainda no seu primeiro princípio como querem outros, continua até os dias atuais e para sempre continuará, expandindo-se ou não, encolhendo-se ou também não, ele continuará sua marcha por toda a eternidade.
Dos seus corpos produzidos, forma-se a separação entre os fótons e a matéria propriamente dita, estabelecendo-se campos energéticos que atuam como núcleo de condensação, separando as grandes galáxias.
Cada galáxia é uma história e cada estrela terá a sua, um princípio e um fim na eternidade dos tempos, sendo o fim a origem de outros começos. Do colapso de uma estrela e sua consequente explosão, criam-se ou formam detritos.
Compreende-se, então, o princípio: a energia-consciente a gerar luz, desta surgem partículas atômicas, de onde advém os gases e as poeiras cósmicas que formam as estrelas, de cujos aglomerados acontecem as galáxias. Das grandes explosões estelares formam-se os planetas e outros corpos.
Assim foi com a Via Láctea, a formação do sol e o surgimento de seus planetas com as demais extensões; compreende-se aqui os dizeres de Allan Kardec na sua Gênese: a matéria cósmica primitiva encerra os elementos materiais, fluídicos e vitais a todos os universos.
Depois, no decorrer de milhões e milhões de anos, ou bilhões, o universo vai definindo suas formas mas sempre em ritmo de expansão, com os novos mundos que surgem, dos que desaparecem, sempre no auxílio e necessidades de manutenção dos que ficam ou nas formações de outros, evidenciando sempre a eternidade dos tempos; do universo, nada se perde, tudo se transforma.
Ou um buraco negro, massacrando e engolindo mundos – matéria para, quem sabe, de seu outro lado, gerar um universo diferente, de anti-matéria.
Contempla-se o sol, razoavelmente jovem se comparado a outros sóis, irradiante como uma estrela que é, com temperatura suficiente para reações nucleares entre os gazes, gerando planetas, em seus tempos de infância, entre os quais a terra.
É uma visão mágica, presenciar o nascimento da terra e esta buscando sua identidade na imensidão do universo, formada de detritos deste mesmo universo, e que a ele se reverterá, um dia, na mesma forma de detritos.
A terra recém surgida, tal como criança cambaleante a procura dos braços materno, rodeia o sol em ritmos descompassados, buscando afirmação, totalmente dependente de seu gerador e mantenedor.
Há quase cinco bilhões de anos, e a terra em formação, com os evidentes traços de origem, uma matéria ígnea e disforme, com um núcleo central revestido de matéria condensada, enfrentando terríveis turbilhões, choques inevitáveis de outros corpos celestes, girando em torno do sol e de sua geratriz, como um imenso esferóide,
Das grandes convulsões experimentadas pela terra, originada pelas suas próprias energias aliadas às recebidas do, então, jovem sol, que provocam combinações químicas dos elementos simples, formando os compostos.
Enfrentando processo de resfriamento, a terra foi obtendo solidificação de sua crosta. Com a irradiação de seu calor, aos poucos, foi se esfriando em sua superfície, formando rochas de granito e outras como o protogênio, dos aglomerados de quartzo, feldspato, schorl preto, talco e a mica – Teoria de Couvier, por Césare Cantú, História Universal.
Densos vapores encobriam a face da terra, dando a ela uma espécie de total escuridão, com uma crosta ainda não totalmente solidificada, deixando escorrer o magma por entre as fendas, quando não expelido por vulcões.
Das múltiplas combinações, da matéria incandescente, do esfriamento gradual, surgia a água em forma de vapor, quando não trazida por cometas primitivos em choques com a terra, ainda com ar ou atmosfera impróprios à vida; todas as matérias hoje conhecidas, achavam-se ali, em estado volátil.
Dos corpos compostos, forma-se a atmosfera: vapor de água como combinação de hidrogênio com oxigênio; do carbono com o hidrogênio forma-se o metano; nitrogênio e hidrogênio trazem o amônia; oxigênio e carbono produzem o dióxido de carbono.
Da atmosfera primitiva, via-se uma abóbada d’água de imensas proporções, a circundar a terra, como que a protege-la dos raios solares.
O resfriamento da terra dura quinhentos milhões de anos, e ali já estão os escudos, as placas rochosas, unidos em toda extensão o globo, marcados por imensas fossas / fendas, em constantes choques e soerguimentos múltiplos com uma atmosfera ainda primitiva e o cinturão de águas condensadas como escudo protetor.
Corpos celestes avariados chegando à superfície, os raios cósmicos vencendo as trevas e incidindo na abóbada, rompe-se então o grande cinturão e as águas inundam a terra, preenchendo as fendas, arrastando de sobre a superfície elementos compostos, sais minerais, formando rios, lagos e oceanos.
Com a incidência maior das radiações solares, em sua projeção então total, denominadas de eletromagnéticas, das descargas atmosféricas agindo sobre elementos compostos, provocam combinações variadíssimas, originando os aminoácidos, ou seja, as primeiras moléculas orgânicas que, com as chuvas, eram arrastadas aos oceanos ainda quentes, onde eram protegidas dos raios ultravioletas mas, seguidamente bombardeadas por aquelas energias eletromagnéticas e da própria terra.
As moléculas acumuladas nos oceanos, agrupam-se com as múltiplas combinações, ora se repelindo ,ora se subdividindo e por outras unindo-se novamente e agregadas por outros novos componentes; deste jogo surgem capacidades de reproduções variadas, estando ou entrando em ação o ácido desoxirribonucléico, surgindo nas águas os pólipos, trilóbitos, moluscos, mandríporas, algas, liquens, musgos e fetos, alimentando-se dos raios solares e sais minerais. Vem a fotossíntese, os carboidratos, a liberação de oxigênio pelos primeiros vegetais, que servem de alimentos aos animais marinhos, que assimilam o carbono dos carboidratos, liberando dióxido de carbono para os vegetais.
O oxigênio excedente, pelas condições amplamente favoráveis, transformam-se em ozona, formando uma camada em torno da terra, impedindo a penetração violenta dos mortíferos raios ultravioletas.
De processos de balanceamentos da terra, levantamentos e rebaixamentos de rochas, choques com corpos celestes, tremores de terra e maremotos gigantescos, projetam na superfície terrestre algumas formas de vida, que sofrem adaptações, sob pena de morte; alguns dos primeiros animais e vegetais marinhos adequam-se à superfície onde, sob uma nova dinâmica estrutural, em diversidades de situações climáticas, atmosféricas e cósmicas, evoluem para espécies diferentes.
A terra transforma-se num imenso laboratório de seres vivos, como origens das espécies, até mesmo dando boas vindas às que chegavam, oriundas de outros locais do universo, trazidas pelos corpos celestes. O planeta ainda é jovem, suas variações são sucessivas, os agitamentos constantes, mutações climáticas, chuvas abundantes, superfície sempre bombardeada pelas coisas que vinham do céus; combinações moleculares ainda acontecem, onde algumas associam-se às complexas já existentes, numa época em que as proteções quanto aos raios solares e cósmicos ainda não eram tão estáveis e seguras.
Tudo isto favorece ao gigantismo das espécies, surgindo os grandes monstros marinhos, os grandes anfíbios, e as enormes florestas, contudo sempre dentro de um ciclo mais ou menos rápido, dado às instabilidades então reinantes, mas que transmitem aos descendentes futuros, capacidades de adaptações ao meio. A crosta terrestre avoluma-se com restos de vida, ganhando novas consistências, propiciando novas condições de vida em evolução.
Mas, as grandes transformações não param por aí, pois que violentos abalos sísmicos e de outras ordens prosseguem, assim como as inconstâncias climáticas, com repentinas inversões.
A Pangéia estava formada e em seus valos corriam os rios, fixavam-se os lagos, e os oceanos ganham cada vez mais seus contornos; muitos arquipélagos que surgiam e outros que desapareciam.
A vida já era uma estupenda realidade: o mundo opaco deixara de existir, as trevas alternavam-se com a luz, noite e dia, mas a estabilidade ainda estava longe das definições que hoje se conhecem, com condições precárias e instáveis que levavam às extinções grandes levas de seres viventes, animais e vegetais, ineptos às céleres transformações naturais e desastres, quando não provocavam mutações em outras formas de vida ou espécies; surgiam grandes répteis voadores, terrestres e aquáticos, evoluídos dos anfíbios, ao lado de alguns pequenos mamíferos.
As catástrofes imperantes, de certa maneira facultavam sobrevivência dos animais menores, ora para esconderem-se ora para saírem de lugares alagados ou esconderijos soterrados; o gigantismo lentamente caminhava para uma extinção: seus ovos eram devorados por predadores menores e mais ágeis. Os grandes répteis não suportam a queda de um asteróide sobre a terra, no México atual (oceano), há aproximadamente sessenta e cinco milhões de anos passados, que deixou toda a terra sufocada por uma espécie de resíduos, por um tempo mui longo, provocando extermínio total das grandes espécies, sobrevivendo as menores.
Contemporâneos dos grandes répteis, em seus últimos milhões de anos, pequenos mamíferos assemelhados ao rato, abandonando a vida lacustre ou semi-aquática, tornam-se, graças as garras, excelentes trepadores.
Em seu novo habitat, entre as árvores, os Lemurídeos foram adquirindo características e habilidades diferentes, espalhando-se pela Pangéia. Grandes fustigações pelas adversidades climáticas deram aos Lêmures diferenciações diversas, ou sejam, mutações e adaptabilidades.
Vivendo em florestas, alimentam-se exclusivamente de frutos, vermes, ovos e outros vegetais; aumentam de tamanho e desenvolvem as patas dianteiras.
Em regiões de florestas dizimadas, ou de escassez de alimentos, alguns daqueles animais voltam ao solo, tornando-se predadores de espécies menores e carniceiros, desenvolvendo músculos faciais móveis, já andando semi-ereto; parece que já eram capazes de manuseio de artefatos grosseiros, batendo com paus, jogando pedras e atacando em bandos.
Eram múltiplos os cruzamentos entre os trepadores e os lacustres, entre os que desceram das árvores com aqueles outros e respectivos descendentes, formando espécies, no decorrer de gerações sucessivas, com perceptíveis modificações, definindo espécies ancestrais, os protossímios, dos muito símios de hoje.
Dentre as variedades, uma delas chama atenção, por trazer em si os instintos variados e somados de todos seus ancestrais, caracteres diversos que a distingue das demais, desejos e habilidades modificadas com condições de adequa-los às suas necessidades, como que um princípio de inteligência relativa.
Pelas próprias situações e características variadas do globo terrestre, a evolução daqueles animais aos ancestrais dos símios, e do homem propriamente dito, foi diversificada, isto é, não ocorreu apenas num lugar, e assim na Índia surge o Ramapithecus, na África o Propliopithecus, e assim por diante, muitos partindo para os becos sem saídas da evolução. outros absorvidos em miscegenações, uns firmando espécies.
Paleontólogos referem que as definições e distinções de grupos, apontando para os hominídeos, principiou-se há mais ou menos cinquenta milhões de anos, e a vinte e cinco os hominídeos – hominianos – eram, se inferiores aos homens atuais, consideravelmente superiores aos macacos, usando múltiplos artefatos manufaturados ou adaptados.
Uma variedade vinda do Propliopithecus, com possíveis cruzamentos, denominada de Keniapithecus, surge na África, para dele descender, mais apto e aprimorado, o Australopithecus.
Os Australopithecus, sabidamente distinguia-se em dois ramos: o Boesei, um tipo vegetariano; e o Grácilis, carnívoro. Enquanto o Boesei procura as florestas, sem migrações consideráveis, o Grácilis espalha-se pelos campos e savanas, em busca da caça.
De cruzamentos entre os descendentes do Boesei com os Grácilis, surge o Robustus; dos Grácilis com seus antepassados Keniapithecus, aparece o Homo Hábilis.
Sempre nos campos das possibilidades, nas ausências dos elos perdidos, e nas lacunas de milhões de anos, às vezes sem elementos intermediários dentro da escala evolutiva, do Hábilis com o Robustus vem os Arcantropianos que, com o Grácilis dão origem ao Pitecantropus, com o Hábilis os Sinantropos, e com os remanescentes Kenyapithecus, os Atlantropus.
Os Pitencatropus, Sinantropus e Atlantropus, sobrepujam dos ancestrais distantes – ainda nem tanto –, e são rivais entre si; os Arcantropianos são quase que dizimados pelos parentes belicosos, pondo-se em fugas para locais cada vez mais distantes, para não verem-se capturados, escravizados, mortos ou terem suas mulheres utilizadas para reproduções, entre seus parentes, dando origens aos Cro-magnon com o Atlantropus, o Chancelade com os Sinantropus e, com os Pitecantropus para formar os de Grimaldi, respectivamente, já apontando para as raças branca, amarela e negra, respectivamente.
Os Arcantropianos tiveram importantes participações para as origens das raças humanas, parecendo ser os elementos principais naquelas formações, sendo estes mesmos Arcantropianos que, em suas andanças, já em grupos cada vez menores, vão encontrando remanescentes antepassados, também já próximos às extinções, com cruzas sem resultados até que com um antigo Grácilis – alguns ensejam que seria com o Robustus e outros afirmam que com os Boeseis – deu aparecimento ao Homem de Neanderthal, que com certeza evoluiria também para o homem de hoje, não fossem subjugados e extintos pelos seus parentes evoluídos, sobretudo os Cro-magnon, que com certeza conviveram juntos; evidentemente que faltou aos Neanderthalenses uma melhor aptidão ao meio.
Êxitos de mestiçagens entre as três proto-raças, trazem os vermelhos.
Muitas subjugações e cruzamentos levam para a degenerescência da espécie, e até mesmo ao desaparecimento, mas as quatro raças – branca, amarela, negra e vermelha – firmam-se e ganham identidades próprias, conquistando a terra. evoluindo técnicas e se separando cada vez mais, dado às guerras e necessidades outras, como fugir da natureza, ir em busca da caça ou simplesmente partir.
A raça negra, de Grimaldi, desce para a África; a amarela parte para a Ásia, a branca na Europa e a vermelha para o Sudeste Asiático. Estas colocações não significam exclusividades de locais para determinadas raças.
Poderia ter sido assim?
Claro, preenchendo algumas lacunas como aqui temos feito. O homem, conforme estabelecido, não surgiu assim num estalar de dedos, sendo fruto de diversas experiências de acasalamentos, em que alguns deram certo.
Os nomes designativos?
Não se espera unanimidade e nem concordâncias quanto aos ordenamentos propostos; ainda há muito para se saber, ficando apenas a verdade que cruzamentos aconteceram e foram destes que os homens também aconteceram.
Concorda-se, e agora pelas ciências, que os descendentes dos Australopithecus, os mais imediatos, emitiam sons inteligentes e deixaram traços de suas passagens, ainda que rudimentares, como evidências de suas diferenciações com outros animais. As quatro raças (branca, amarela, negra e vermelha) e as de Neanderthal, foram contemporâneas, e juntas presenciaram e registraram – de uma maneira ou de outra –, a terra e tudo aquilo que dela puderam absorver, às suas maneiras; também juntas presenciaram os últimos períodos glaciários da atual era quaternária, sendo que alguns estudiosos avançam que os primeiros homens testemunharam grandes catástrofes da terra, e até mesmo vivenciaram as separações continentais. A Bíblia, Gênesis 10: 25, faz menção destas separações, onde alguns especialistas vêem como separações regionais dos povos, o que parece improvável, enquanto outros, mais audaciosos, entendem como separações continentais, o que também não parece muito provável.
Sem méritos de discussões, o fato é que a história do homem apenas se encontra bem estabelecida,a partir dos últimos onze mil anos.
Eis, portanto, traços demonstrativos de que a vida na terra não foi assim por acaso, existindo vínculos de dependências e elos necessários, para que tudo pudesse se fazer, sempre com e em combinações perfeitas; e não poderia ser diferente, nem em outros mundos, onde porventura possa existir vida.
Nas ultimas linhas acima, a atenção esteve voltada mais para o homem, todavia, também as formas simples ou inferiores de vida, são outras grandiosidades e talvez até mais interessantes que o próprio homem, pois que este se fez pela inteligência superior. Mas o que dizer dos instintos migratórios dos pássaros e de suas capacidades direcionais pelo magnetismo terrestre, pelos sons e por uma visão interna que o homem não sabe?
Aí haveriam incontáveis maravilhas, como o sonar dos morcegos e dos animais mamíferos da água; a capacidade de algumas aves em dessalinizar a água salgada que ingerem; e outros milhares de exemplos das maravilhas dos reinos animal, vegetal e mineral.
A Vida – Qual sua Origem? A Evolução ou a Criação?, publicação da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias de Tratados, traz as importantes questões citadas acima e outras acerca de como tudo começou, onde cabem reflexões diversas quanto às origens.
Na referida obra, um ponto interessante dentre os muitos e aqui adaptados, fala das probalidades de uma simples molécula de proteínas formar-se por acaso, que situa-se na casa de uma em l0113; sabendo que, matematicamente, rejeita-se como de possível acontecimento qualquer (quaisquer) ocorrência (s) em torno de uma em 1050. O número anterior estima-se como maior do que todos os átomos do universo, segundo a fonte.
Dentre as grandes maravilhas, por certo a de maior alcance seja o milagre do D.N.A., o código genético, com sabedoria programada antes do surgir ou nascer; é ele o iniciante reprodutivo, e sem ele, nada sois acontecer. A mesma Torre de Vigia, na obra mencionada, cita o estudioso Francis Hitching: as proteínas dependem do D.N.A. para se formarem, mas o D.N.A. não pode se formar sem proteína preexistente. A velha questão popular: quem apareceu primeiro, o ovo ou galinha?
Na mesma linha de entendimento daquela publicadora: porque o desenvolvimento complexo dos órgãos sexuais, masculino e feminino, incompletos um sem o outro, se a reprodução assexuada, muito mais simples e eficiente era, como para alguns ainda é, possível?
A formação do universo em todo seu esplendor, dimensões e violências, a Via Láctea, o Sol e a Terra, com todas as exigências precisas e necessárias, destacam uma inteligência Universal – Consciência Cósmica – a ordenar substâncias, gradativamente formadora de todas as maravilhas, visíveis ou não, simples e complexas. Jamais daria para alguém conceber um universo senão da maneira que este aconteceu, com todos os componentes inteligentemente colocados.
Não ver nisto tudo um elemento originador, organizador e legislador, seria esperar um milagre muito maior que origem existente, e milagres sabidamente não existem, pois que todas as substâncias necessárias para suas realizações, já preexistem. Não se trata de rejeição à evolução, pois que esta existe e é extremamente necessária, também como um produto operacional inteligente e pré-determinante.
Assim, chega-se a Deus, o princípio ativo e gerador de todas as coisas e causas, criacionistas e evolutivas; como tal, todos direitos lhe são dados, porque de tudo supre as necessidades universais, onde nada é desperdiçado, onde tudo se faz equilíbrios, onde tudo já existe
desde antes da fundação dos séculos. Se ele está, porque sempre foi e será, então a matéria orgânica ou tudo o que existe e em qualquer lugar, tem o seu princípio ativo, vital e inteligente; e se por ele, Deus, torna-se necessário que um espírito,
também consciência-cósmica, mova a matéria ou que nela esteja, isto é apenas um princípio elementar para que assim seja, e nisto ele também está, onisciente, onipresente e onipotente.