Parapsicologia é a ciência que estuda a paranormalidade a partir da ocorrência de seus fenômenos, inclusive catalogando-os, enquanto os fenômenos do espiritismo, a rigor, e dos demais credos religiosos que se firmam na essência de um Deus, são objetos de estudos da Teologia, por envolver crenças e espiritualidades.
Os fenômenos estudados pela Parapsicologia seriam aqueles que a Psicologia acha-se imprópria para explica-los, mas que efetivamente acontece com o indivíduo, e tudo se passa dentro dele; por sua vez, os fenômenos espíritas sugere a participação de segundo elemento, no caso um espírito desencarnado, a atuar num intermediário – médium – que, pelas suas faculdades proporcionaria a manifestação daquele agente. Outros segmentos do Cristianismo (pentecostais, carismáticos, etc), determinam que estados fenomênicos em seu meio, são manifestos do Espírito Santo, onde os dons (manifestos) são diversos, porém um só o espírito, no caso o Espírito Santo.
Para a Parapsicologia, a colocação de uma entidade como agente de fenômenos manifestos, é apenas muleta psicológica, ou seja, um escudo do sensitivo motivado pelo fator crença, humildade, às vezes temores infundados ou mesmo fuga de responsabilidades diante de algum possível fracasso. Alguns especialistas espíritas firmam, por seu lado, que a Parapsicologia surgiu, em substituição à Metapsíquica, para conter o avanço da doutrina espírita, também como fenômeno religioso, fazendo com que se descreditassem seus fenômenos, assim como as provas de vida além túmulo, bem ao contrário das posições firmadas pelas demais seitas do cristianismo e outras religiões (postulados de fé, regras e dogmas).
Considerando a existência da alma no homem, com vontade e ação independente da matéria e até mesmo do cérebro, mas a esse vinculando-se, e isto em teoria cientificamente comprovado, em algum lugar essa energia ou alma há de estar após a morte física, e absolutamente nada pode impedi-la de manifestações no mundo da materialidade, desde que haja veículo propiciador para tais condições, e neste caso, o médium ou o sensitivo.
A partir do momento de atuação dessa alma no mundo físico, tão somente o teor da mensagem em cima de algum fenômeno, poderá com segurança caracteriza-lo como espírita ou parapsicológico, mas isso sempre dentro do ponto de vista de discussão em se considerar a fé ou a crença, nisto ou naquilo.
De qualquer maneira, é entendimento que todos os fenômenos, parapsicológicos ou espíritas, partem de um espírito, ainda que do próprio sensitivo ou que seja de uma entidade qualquer do além.
O misticismo oriental, em suas diversas tendências, enquandram situações análogas, e é sua crença que fenômenos em seu meio tanto ocorrem pelo homem, sua alma (espírito) ou diretamente de espíritos, através do homem e, em certos casos, também pela animalidade - numa passagem bíblica, uma jumenta teria sido instrumento usado para repreender o profeta. A título de esclarecimentos, certas seitas orientais aceitam reencarnação humana não somente num sentido evolucionista, como também passível de regredir, mesmo que à animalidade, sem perdas de conhecimentos adquiridos que serão recuperados oportunamente numa nova existência; também, algumas seitas orientais, admitem que toda forma de vida terrestre sujeita-se à reeencarnação, neste caso evolutiva para espécies superiores.
A Parapsicologia, diante de tantos fenômenos que até sugerem manifestações de espíritos desencarnados, dividiu-se em correntes distintas: Materialista, Espiritualista e Eclética ou Mista.
Avanços em relação a essa matéria, vide Enfoques Científicos dos Atributos da Mente.