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O QUE É A PARANORMALIDADE? SOU EU UM PARANORMAL?


Fenômenos conhecidos como paranormais, objeto de estudos da Parapsicologia, sempre exerceram e ainda exercem especial fascínio sobre o homem. Quem não se queda pasmo diante dos fenômenos da mente?

Apesar de vivermos o período científico-tencológico, onde tudo analisa-se à luz da ciência e da razão, a paranormalidade, em suas múltiplas formas de manifestos e de realizações, deixa-nos sempre aquele que de mistério envolvente, além das dúvidas quanto às origens: espiritual ou de natureza própria do homem?

Nisto há toda uma conturbação de teses, esclarecimentos e discussões, em torno às vezes de um único fenômeno, rotulado por nomes diversos, complicados em sua maioria, quase sempre em defesa de determinados pontos de vista, a juízo de credos religiosos, a envolver a própria ciência que, nestes aspectos de tantas incertezas, pronuncia-se também de maneira ambígua, assim a gerar ou suscitar dúvidas maiores.

E o que seria e como atuaria um indivíduo paranormal? A parafrasear Rodrigues e Wladimir (João Manuel Costa Rodrigues e Wladimir Teobaldo de Morais, na obra Biociências – Genética, Evolução, Ecologia – Cia. Editora nacional, 1978, página 38, quanto a Origem do Homem Moderno), com a devida adaptação para a presente questão: "Uma pergunta intrigante. Não sabemos o bastante nem para dar uma resposta parcial, e esse problema complexo e enganador é ainda mais obscurecido pela sua formulação imprecisa".

Comumente entende-se por paranormal o indivíduo classificado como médium ou sensitivo, não raramente confundidos um com o outro, e que no entanto se deve fazer distinções (João Teixeira de Paula – Enciclopédia de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo, Volume III, Cultural Brasil Editora Ltda., 1972), onde o médium seria aquele que serve de intermediário entre encarnados e desencarnados – fenômeno Psi-Theta – para efeitos físicos ou intelectuais, mais voltados – não necessariamente – à religiosidade; enquanto o sensitivo é o indivíduo que produz fenômenos inteligentes – Psi-Gama – e psicocinéticos – Psi-Kappa – sem a força ou atuação de desencarnados, ou seja, os fenômenos seriam produtos de sua própria psiquê ou capacidade mental.

De modo geral, coloca-se o médium sempre como sendo um sensitivo, e este não necessariamente um médium, mas no meio espírita não há distinções entre aqueles dois, enquanto para alguns segmentos da Parapsicologia, o médium nada mais seria que um sensitivo, cuja excitação própria manifesta-se como entidade projetada; na obra A Entidade, de Frank de Felitta, vê-se semelhante exposição para sua personagem central.

O paranormal seria portanto o indivíduo, médium ou sensitivo, capaz de produzir fenômenos psicológicos e físicos, através de energias mentais que atuam sobre a matéria orgânica ou inorgânica, podendo influencia-la mesmo à dist6ancia.

Em geral o fenômeno paranormal ocorre quando há um emissor, que não precisa ser paranormal, e um receptor, obrigatoriamente paranormal, que comunicam-se – intervivos ou desencarnados com vivos –, existindo ainda fenômenos que independem de emissores, somente um receptor, paranormal, que capta determinados conhecimentos de fontes desconhecidas, ao lado daqueles outros fenômenos adquiridos por estados projeciológicos de um indivíduo.

Para o caso primeiro, as Telepatias seriam exemplos mais bem representativos, para o segundo as Criptestesias, e por último a capacidade conscienete individual de se deixar o corpo e atingir buscas (passado, presente ou futuro) ou receber informações (cósmicas, telepáticas, consciência coletiva ou de fontes desconhecidas); a projeciologia inconsciente nem sempre enquadra-se nas características da consciente e aquela por isso sem valor científico, às vezes até mesmo pela falta de consistência.

A paranormalidade, embora exaustivamente estudada, ainda não tem origem determinada quanto a sua natureza, se psíquica, física, espiritual, psicofisiológica, psico-espiritual, físico-espiritual ou psicofísicoespiritual; as ciências, diante das dificuldades de comensurar ou dimensionar os fenômenos, estuda-os tão somente a partir das ocorrências.

São exceções no entanto, as Telepatias, Criptestesias, Mancias e as Catalizações, que podem ser produzidas em laboratórios; atualmente a Telecinese (movimento de objetos sem uso das mãos ou outros meios que não a mente), também é considerada uma verdade científica, uma vez que pode ser produzida através de experimentos. Quanto às Cinesias, alguns estudiosos as denominam de Psicocinesia e outros de Telecinesia, todavia na opinião de J. Teixeira de Paula, obra citada, Telecinese seria atuação mental à distância e a Psicocinese a atuação do espírito desencarnado sobre a matéria, ainda que a valer-se de uma capacidade humana, no caso do médium; as duas denominações existem para um mesmo fenômeno, por isso a citação Cinesia.

A ciência acredita que a paranormalidade se de através do cérebro ou por ele; matéria explicativa a respeito, PODERES DA MENTE, MITO OU REALIDADE? COMO DESENVOLVE-LOS?

Quase todos parapsicólogos admitem que a paranormalidade pode ser adquirida e desenvolvida, através de estudos, treinamentos e vontade; concordam também com as faculdades inatas, vez ou outra com possíveis ocorrências, que todavia podem ser desenvolvidas e exercidas com controle e consciência.

Experiências em laboratórios efetivamente confirmam as faculdades paranormais, porém inatas; mesmo o indivíduo considerado normal, quando em experimentos venham apresentar fenômenos, na realidade apenas apresentam aquilo que já possuíam, ainda que não sabendo antes da existência deles.

Quase unanimidade entre os cientistas, todo ser humano possui paranormalidade, em maior ou menor grau, que podem ou não ser despertas para uma atividade consciente; quase todas as pessoas, ou todas, já experimentaram alguma ocorrência paranormal em suas vidas.

Um indivíduo sob hipnose tem facilidades amplas de apresentar fenômenos, onde parece haver algum desbloqueio para as paranormalidades, antes reprimidas por fatores diversos, como a educação, religião ou cultura entre outros.

No meio místico e religioso, onde se estimulam estados de êxtases, a ocorrência de fenômenos é sensivelmente maior, como as vidência (clarividência), locuções internas (o ouvir vozes ou sons, que alguns denominam de clariaudiência, mesmo que não seguida de visões ou conjuntamente a estas), xenoglassia (glossolalia – de falar idiomas não estudados ou línguas estranhas), premonições (profecias e revelações), e as cognições (conhecimento além dos estudos e sentidos, podendo ser pré, pós ou simultâneo aos fatos). Entre os espíritas e espiritualistas, o fator crença na existência de espíritos e que estes manifestam-se através do homem, são bastante comuns além dos fenômenos acima, as psicografias (escritas automáticas, com belas mensagens de otimismo, obras literárias, etc), as pinturas de obras de arte, canto, cirurgias (com ou sem cortes); com certa raridade nos dias atuais, ocorrem cinesias, poltergeist e ectoplasmias (materializações de formas humanas, objetos, animais e figuras bizarras) que inclusive, em alguns casos, podem ser examinadas, tocadas e que até conversam, quando formas humanas evidentemente; ainda mais raramente podemos deparar também com materializações (desmaterialização e rematerialização) de objetos, às vezes transportados (aporte ou transporte) de outros ambientes ou de longas distâncias, e mesmo que trancados num cofre – existem relatos de humanos que desmaterializam aqui para se rematerializarem num outro local.

Nos cultos afros também imperam certos fenômenos, como aqueles, sendo notórios as telepatias, empatia e certas premonições protetoras.

Em todos os credos citados, percebe-se ainda fenômenos à distância, como curas, visitações, etc; há em todos eles o uso comprovado de telepatias, pelo fator corrente – todos pensam e desejam determinada coisa ou ocorrência – além do império da fé, de quem pede e de quem faz – desejos expressos ou mentais. Quase todos estes fenômenos exigem sempre a presença da parte interessada solicitante, além do sensitivo, ou pelo menos de alguém que conheça aquela, podendo às vezes ser um simples bilhete; são poucos os casos onde o sensitivo não venha sofrer influências de conhecidos de uma das partes, presentes na platéia.

Quanto aos credos existe portanto unanimidade, que são facultadores de fenômenos paranormais em seus respectivos meios, não importando se espirituais (questão de crença), anímico (do próprio indivíduo ou da carne como costumam dizer); as ocorrências existem, podem ser comprovadas – grande parte delas – e isto é indiscutível.

Certas drogas também agem como propiciadoras de êxtases e, com estes, toda uma gama de fenômenos paranormais, pelo provável desbloqueio mental.

Existem registros que certas pessoas acidentadas (pancadas na cabeça, lesões de coluna), com problemas psicológicos e mesmo advindas de alguma doença orgânica grave, ou de algum estado febril convulsivo, às vezes tem despertas faculdades paranormais de forma transitória ou efetiva; muitos psicogênicos e epiléticos mostram-se sensitivos para fenômenos de paranormalidade.

Os redivivos, aqueles famosos que voltam da morte, na verdade denominadas de Experiências à Beira da Morte, relatam quase sempre estados típicos fenomênicos, contudo mais voltados à espiritualidade; profissionais de saúde e estudiosos da matéria não são unânimes a respeito, muitos acreditando tratar-se de ausência de oxigenação do cérebro, quando os sinais enviados ao cérebro tornam-se extremamente rápidos e com isto afetando o campo da visão, criando situações alucinatórias; outros dizem que, pela mesma falta de oxigenação, há a queima (morte) de neurônios e células que se concentram entre os campos da visão, daí o quase sempre relato de um grande túnel escuro e uma luz em seu fundo. As visões relatadas, quase todas com pessoas já falecidas, assim como o temor inicial e depois a entrada num paraíso ou local de tranquilidade, residiriam no fator crença, o medo da morte e necessidade do amparo. Um fato notório: quase todos que retornam fazem-se altruístas e bastante espiritualizados, com uma nova visão de vida, e muito propensos aos fenômenos psicológicos.

Independente de credos religiosos, ou qualquer outro vínculo que possa ou venha implicar dependências, o indivíduo também pode desenvolver paranormalidade através de estudos e treinamentos, ainda que um tanto difícil para aquilo que não lhe é inato e para os fenômenos físicos. A facilidade torna-se bem maior para o desenvolvimento dos Poderes do Pensamento Positivo e, nesta área, às vezes ocorrem verdadeiros milagres, a darmos fé no que dizem certos autores da matéria, pois que basta a pessoa crer, estudar, treinar, desejar e estabelecer metas elegendo prioridades, para que se possa atingir realidades propostas.

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